Pesquisar

Semanas atrás, uma parcela do mundo vestiu-se colorido e abraçou quem estava ao seu lado sem se importar com sexo ou religião. O blog não ficou de fora da comemoração, já que a blogueira que vos fala, Daniele, é uma forte apoiadora do #GayPride.
Mas o que é #GayPride? Orgulho Gay/LGBT é um movimento afim de erradicar a discriminação e a violência contra lésbicos, gays, bissexuais e transexuais, promovendo sua autoafirmação, dignidade, igualdade de direitos e aumentar sua visibilidade como um grupo social, uma comunidade, além de celebrar a diversidade sexual e variação de gêneros.
Logo, para nós, o que realmente import é o sentimento, a concepção mais pura e simples do amor. Deixando a religião e as tradições de lado, nós apostamos na não-discriminação, no livre-arbítrio e na evolução do pensamento humano. E assim como lutamos pela erradicação da fome e do racismo, também lutamos pelo fim da intolerância à opção sexual.
Sabe o mais legal? Você pode ser hétero e participar dessa iniciativa!
Em honra a um passo tão grande (muitos reclaram por comemorarmos algo que se passa em um país estrangeiro, mas não podemos negar que estamos falando de uma das potências mais influentes do mundo), decidi dedicar uma semana à causa. Por isso, hoje falaremos sobre um filme nacional para ninguém botar defeito: Hoje eu quero voltar sozinho.



Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.
Você já pensou como seria a sua vida se fosse cego? Quantas inibições, obstáculos, dificuldades enfrentaria? Leonardo sim. Na verdade, ele pondera como seria se enxergasse, vez que nunca conseguiu enxergar as cores que um dia o representariam. Entretanto, apesar de ter nascido cego e precisar da ajuda de amigos e familiares para determinadas atividades (como se barbear), ele é um adolescente como eu e você. 
E todo adolescente, um dia, questionará a sua sexualidade.
De forma um tanto clichê, Gabriel é o aluno novo da escola, mas apesar de ser querido pela maioria da turma não está perto de ser o popular do colégio. Destinado a sentar atrás de Leonardo - lugar abominado pelos demais membros da turma devido ao barulho provocado pela máquina de escrever de Leo -, os meninos acabam desenvolvendo uma amizade juntamente a Giovanna, amiga de infância daquele que não consegue enxergar, e tornando-se o mais próximo possível de "inseparáveis".
Gabriel é a porta de normalidade para Leo. Ao seu lado, Leo andará de bicicleta, irá ao cinema, acampará, será beijado, brigará com a sua melhor amiga e se apaixonará -- tudo pela primeira vez.
Em menos de duas horas, você se apaixonará pelos atores e pelo casal da trama (sim, casal. Amor não possui gênero), e posso dizer por experiência própria que torcerá desde o começo pelo final feliz. 
Citando o pôster acima, nem todo amor acontece à primeira vista.

Você possui alguma restrição quanto ao enredo? Não deveria. "Hoje eu quero voltar sozinho" é o filme mais emocionante e bem produzido do cinema brasileiro, sendo vencedor do Prêmio FIPRESCI e do Teddy Award no Festival de Berlim 2014. 
De incontáveis formas, a versão original de "The way he looks (tradução nos EUA)" é motivo de orgulho pessoal e mundial. 
 
Daniele Almeida.


Deixe um comentário