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Now look at me, I'm sparkling / A firework, a dancing flame / You won't ever put me out again / I'm glowing, oh whoa / So you can keep the diamond ring / It don't mean nothing anyway / In fact you can keep everything / Yeah, yeah / Except for me
                                                                                      .:. Part of Me - Katy Perry

Ser uma celebridade não é algo fácil - pelo menos em meu ponto de vista. Você tem sempre que corresponder à necessidade do público, que inovar, manter-se sempre elétrica e empolgante para não cair no esquecimento da Indústria Musical (e olha que já acompanhei vários músicos que passaram por isso). Mas mais do que isso, você tem que conciliar a sua vida pessoal com a sua carreira e nem sempre é algo fácil.
Quem ouve as músicas empolgantes de Katy Perry não imagina pelo que ela já passou. Sei disso porque eu não tinha a menor ideia do quanto a música "Part Of Me" era poderosa, e vivia cantando-a em frente ao espelho. Entretanto, motivada por algumas curiosidades vistas na internet, resolvi assistir ao seu filme - também intitulado "Part Of Me" -, retratando o seu Tour Mundial em 2011. Preciso ressaltar que se antes admirava as músicas da cantora, agora admiro a pessoa que as canta.
Dirigido por Dan Cutforth e Jane Lipsitz, o filme "Part of Me" tem 93 minutos e retrata os 365 dias da primeira turnê mundial da cantora, além de mostrar desde o início de sua carreira como cantora gospel até sua explosão como uma cantora POP. O longa venceu, em 2012 - mesmo ano em que foi exibido pela primeira vez nos cinemas - o Teen Choice Awards na categoria Filme de Verão: Comédia/Música.
Ele também conta com participação especial de Justin Bieber, Rihanna, Adele, Jessie J, Lady Gaga e Britney Spears - além do então ainda marido, Russell Brand, mostrando seu relacionamento e divórcio. 
Apesar de ter ido totalmente contra o ideal de seus pais, pastores que a princípio não concordaram com seu novo comportamento, no documentário vemos que o ideal de boa garota que se tornou má é uma mentira, e que ela nunca foi mesmo deserdada pela família. Katy continuou sendo Katy para eles, apesar de sua mãe afirmar "não assisti-la na televisão" devido aos seus figurinos extravagantes.
Apesar de sua vida agitada, Katy não está sempre longe de sua família. Sua irmã é sua acessora, e durante o filme podemos ver a interação e proximidade entre ambas (até fantasiar-se e participar da apresentação de Last Friday Night!) 
Falando de um assunto que tocou a todos nós, avancemos para o relacionamento entre Katy e Russell. No começo do filme, não pude acreditar que eles iriam se separar menos de um ano depois. Havia química e carinho entre eles, e Katy sacrificava o seu descanso para ir até o marido e "manter o casamento funcionando". 
Havia muita força de vontade ali, mas um casamento precisa do empenho de duas pessoas - e pelo que vimos, ele não se esforçara, tanto que nunca a visitara em set e terminou seu casamento por uma mensagem de texto, horas antes da cantora subir ao palco em São Paulo, Brasil (momento em que um cisco caiu no olho de todos os telespectadores. É impossível não sentir a dor de Katy, seja na superação, seja na sua performance de The One That Got Away).
Há crescimento, êxtase, roupas coloridas, coreografias bem ensaiadas e dor - todos vivenciados por uma mesma pessoa que frequentemente está em frente às câmeras, interpretando um personagem, dando voz e vida a uma melodia.
"Part Of Me" abriu os meus olhos e fez com que eu cantasse a música de mesmo título com muito mais sentimento do que antes.  


Daniele Almeida.


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