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Redimida - House Of Night # 12
P.C. Cast e Kristin Cast
Páginas: 384
Editora: Novo Século
Classificação: 3/5

“Mas era tarde demais para desejos, voltar no tempo era apenas fantasia.”

Zoey Redbird está em apuros. Tendo dado a pedra da vidência para Aphrodite, e rendendo-se à Polícia de Tulsa, ela se isola de seus amigos e mentores, determinada a enfrentar a punição que merece – mesmo que isso lhe custe sua vida.

Neferet finalmente se revela aos mortais. Coroando-se Deusa das Trevas, ela está desencadeando o mal e escravizando os cidadãos de Tulsa. Os vampiros da Morada da Noite aliam-se à polícia, juntando suas últimas forças, mas sabem que nenhum deles é forte o suficiente para vencê-la. Apenas Zoey é herdeira de tal poder. Contudo, está incapacitada de ajudar por causa das consequências do uso da magia antiga. 

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Finais de séries costumam ter uma pressão maior sobre eles. Como finalizar a história que tomou tanto tempo para ser escrita? Uma história que termina em seu décimo segundo livro?
De fato, é uma grande responsabilidade e nem todos conseguem executar corretamente e acabam surgindo situações que desagradam o leitor. O problema é que a saga vem desagradando alguns desde os livros anteriores, perdendo o foco ou exagerando em certos pontos.

Zoey que deveria ser a principal personagem da série perdeu completamente o brilho. Porém, isso não veio de cara e apressadamente nesse livro, estava acontecendo bem antes de chegarmos à metade da série.

Quando os primeiros “Pov’s” começaram a surgir foi um complemento para os livros, uma exploração dos demais personagens. Mas as autoras começaram a exagerar nesses cortes e colocaram muitas informações irrelevantes, além de abrir espaço para alguns personagens e tirando a atenção do grupo que deveria ser o foco do livro.

"Eu o beijei, longa e apaixonadamente. Achei que eu o estivesse confortando, mas percebi que seu toque, seu beijo e seu amor é que estavam me confortando. Foi naquele momento que realmente compreendi o quanto amo Stark."

A série tem um grupo de personagens interessante, mas que, com o tempo, passaram a sair um pouco da rota. E alguns deles realmente não se mostraram bons para o seu papel no livro.

Neferet, por exemplo, é uma personagem engenhosa, mas não muito esperta. Com ideias fracas e um comportamento instável é difícil entender tanto sucesso em algumas de suas tramoias. Uma vilã um tanto quanto entediante.

Zoey foi outra figura de caráter inconstante e não apenas com seus relacionamentos amorosos, que foram demais para a série. A protagonista, que acabou dividindo seu espaço com os amigos, se tornou uma garota muito irritante a partir de certo livro quando tomava uma decisão e depois mudava de ideia, e essa indecisão sempre me pareceu demasiada e uma deformidade para a história (uma “encheção de linguiça”).

Ela passou por muitos problemas e sempre teve que ser resgatada, e em algum ponto da saga ela já devia ter aprendido a ouvir a opinião de seus queridos amigos, o que não acontece nos momentos mais importantes e acaba gerando uma dramatização em excesso.

Aphrodite, Stevie Ray foram as reais evoluções da série. Enquanto Zoey permanecia em um estado de repouso em seu modo de agir, as duas passaram a compreender o caminho que deviam seguir com clareza.

A saga de “House of Night” finalmente chegou ao fim. E finalmente mesmo. Uma história que tinha tudo para ser maravilhosa, mas que, tendo em base o prolongamento da trama, não foi tão bem aproveitada. O enredo tomou um rumo grande demais e as autoras não souberam administrar. Mesmo tendo sentindo a decadência no desenvolvimento dos últimos livros estava esperando sua “redenção” na forma desse último volume, porém tive que me contentar com uma história apenas boa, não ótima, apenas boa.


~Talita B.


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