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 Nome: Perdida
Autora: Carina Rissi
Páginas:  364
Editora: Verus
Classificação★★★

“Imagine que todas as pessoas tem sua outra metade e, que algumas vezes, passam por elas sem nem notar. Outras pessoas são mais atentas e as notam e tem a chance de escolher, de ser feliz por toda vida. Acontece que ocorreu um pequeno erro e você não teve esta chance. Sua metade não vivia no mesmo presente que você.”

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam.

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos.

 “- Tenho esperanças de que você encontre o cara certo um dia desses, sabia? Já está na hora de viver uma história de amor de verdade e esquecer as dos livros. Acho que vai ser divertido ver como você vai se sair quando se apaixonar pela primeira vez.”

“Perdida” foi o primeiro livro da Carina Rissi que eu li e foi, sem dúvida, uma surpresa agradável. Adoro a ideia de conhecer um novo autor brasileiro, assim como amo romances e chick-lits e queria muito me lembrar de como cheguei a conhecer esse livro, porque se foi uma indicação... essa pessoa merecia um grande abraço.

Sofia é uma típica mulher moderna que tem uma vida corrida e não consegue se imaginar vivendo sem a tecnologia dos dias de hoje, em especial o nosso adorado celular. A protagonista muda muito no decorrer da leitura, ela se transforma numa figura mais calma e apaixonada, aprendendo a viver em um lugar em que ainda não existe condicionador ou um banheiro com descarga.

Ian Clarke pode muito bem ser um parente do nosso querido Darcy. Um cavalheiro em um cavalo branco, que resgatou Sofia de muitos problemas que poderiam ter ocorrido sem a sua generosa estadia. Ele acolheu-a em seu lar, mesmo sabendo que poderia colocar sua irmã em risco.

O gesto de Ian criou uma admiração, que passou para amizade e até um pouco de carinho. E o romance dos dois é aquele típico romance meloso e fofo que poucos conseguem entender e que muitos julgam como impossível de existir (cadê encontrar almas românticas nos dias de hoje?).

Mesmo sendo os personagens principais, Ian e Sofia não são os únicos a encantarem o leitor, temos também aquelas figuras que o livro não seria o mesmo sem. A melhor amiga de Sofia, Nina, é uma pessoa das mais cativantes, embora não tenha um papel fundamental, assim como a jovem Eliza Clarke.

A autora criou um livro que te prende do início ao fim com sua deliciosa e viciante escrita. Uma leitura super agradável, que se desenvolve com calma e de forma leve. Um livro indicado principalmente para os românticos que adoram uma leitura suave e divertida.

"Mas eu não poderia sobreviver sem Ian, tinha certeza disso. Seria como tentar viver sem respirar: sufocante, insuportável e impossível."

P.S.: Eu peguei essa mania de ler as críticas ruins dos meus livros favoritos, e sempre vejo as dos livros da Carina Rissi. É cada pérola que eu encontro que não sei como a Daniele me aguenta nesses momentos. É muita paciência e amor numa amizade, viu? <3



~Talita B.


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