Pesquisar

Keira é uma arqueóloga que comanda uma escavação no Vale de Omo, na Etiópia – e, quando uma tempestade de areia destrói o local, se vê obrigada a retornar à Europa. Mas traz consigo um estranho pingente, que recebeu das mãos de um menino etíope.

Em Londres, disputando uma bolsa de pesquisa, seus caminhos se cruzam com o de Adrian, um renomado astrônomo – e seu ex-caso, de muitos anos atrás. Numa visita ao apartamento dele, ela esquece lá o pingente, acendendo em Adrian tanto o interesse científico pela origem do artefato quanto o amoroso por sua dona.

Com a ajuda de Adrian, a arqueóloga havia chegado à conclusão de que o pingente teria valor inestimável e seria capaz de colocar em risco a vida dos dois. 

“A luz do primeiro dia viaja desde o fundo do universo. Vem em nossa direção. Estamos aptos a captá-la e a interpretá-la? Será que, enfim, compreenderemos como tudo começou?”

Tinha muita curiosidade para conhecer a série, li as sinopses e adorei e fiquei ansiosa por essa leitura e quando finalmente estava terminado não sabia o que achar.

Não é que sejam livros ruins. Tanto “O Primeiro Dia” como “A Primeira Noite” são livros bons, porém só isso. Bons. Não tem aquela mágica que nos deixa super envolvidos com a história e nos mantêm grudados com a cara enfiada nele até terminar. A história é boa e tinha um ótimo potencial que o autor não soube aproveitar e... ONDE FOI PARAR O ROMANCE. Sério. Cadê? 

As sinopse do livro dão muito destaque para o encontro dos dois e a espera de um romance, mas não é isso que encontramos no livro. Ele poderia ser muito mais uma aventura do que um romance, prova disso é o fato de os dois apenas se reencontrarem depois de umas 100 páginas.

Os protagonistas são interessantes, Adrian é um personagem fascinante e adorável, enquanto Keira tem um caráter mais... irritante. É intrigante a forma como os dois se completam apesar das claras diferentes, e por esse motivo eu esperava um bom desenvolvimento para a relação dos dois, mas acabou tomando um rumo mais superficial e forçado. Não me importo com clichês e não queria que o autor desse aquela clássica enrolada que muitos gostam de fazer só para preencher páginas. Entretanto, o que ficou de romance no livro foi deixado já para os finalmente.

Volto a dizer, o livro é bom.  Apenas podia ter sido melhor, principalmente se sua leitura fosse bem menos cansativa.


~Talita B.


Deixe um comentário