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"Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa é tão poderosa quanto você."

Eadlyn é a primogênita dos atuais rei e rainha de Illéa, sendo poucos segundos mais velha que seu irmão gêmeo, Ahren, os pais de Eady mudaram leis para que a princesa pudesse herdar o trono que era seu por direito. Tem outros dois irmãos, Osten e Kaden, e vive no palácio junto com Madame Lucy e seu marido, e a família de Madame Marlee.

Maxon e America estão tendo problemas com seu governo e precisam acalmar o seu povo de alguma forma e sua escolha mais prática para esse momento foi abrir uma nova seleção com a promessa de que sua filha poderia recusar se casar com os pretendentes escolhidos, mas que deveria ao menos tentar conhecer os participantes e, de certa forma, criar uma distração para os habitantes.

“- O que a senhorita procura em um marido? - O que eu procurava? Minha independência. Paz, liberdade... Uma felicidade que julgava ter até Ahren questionar se era real. Dei de ombros. 
- Não sei se alguém sabe o que procura até encontrar.”

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

“Você tem um emprego como qualquer outra pessoa. Pare de agir como se ser rainha fizesse de você alguém melhor ou pior que os outros.”

Eady é uma garota bonita, inteligente, forte e incrivelmente... teimosa. Essa é a verdade. A herdeira e futura rainha de Iléa se recusa a aceitar o conselho dos pais. Como uma mulher independente, acredita que não precisa de ninguém para governar. Porém, as coisas não são tão simples. A garota tenta ser fiel a si mesma e resolver os problemas com seu jeito singular, mas acaba sempre “metendo os pés pelas mãos”.

Ela tenta se passar por uma pessoa corajosa e impenetrável, entretanto morre de medo de governar e não ser a altura do trabalho. Tem medo da causa de ter finalmente assumido o trono. E acima de tudo, tem medo de se apaixonar.

“Você tem noção de como guardar tudo faz mal?”

Confesso que minha primeira impressão da garota não foi a das melhores, mas acabei tomando certo carinho pela personagem. Sei que muitos se decepcionaram com o livro apenas pelo simples fato de ser diferente de America e por seus antigos e amados personagens não aparecerem com frequência, por isso se você está procurando uma continuação para o romance que vimos nos primeiros livros de “A Seleção” desista. “A Herdeira” poderia muito bem ser um livro paralelo à trilogia e ser lido sem qualquer conhecimento sobre eles.

Eadlyn não é nada como os pais, assim como esperava. Ela é a protagonista de uma história completamente nova que, pelo que pude notar não se prolongará como a de seus pais. Foi bom rever alguns personagens, mas se a história focasse demais apenas neles não seria um novo livro e sim uma continuação do anterior, algo que a Kiera já havia avisado que não seria.

Podemos encontrar novos rostos que são mais fascinantes que os antigos e sem a irritante fase de triângulos amorosos, mesmo que o leitor acabe se encantando por mais de um selecionado. A história se desenrolou de forma menos previsível que os anteriores e promete surpresas.

A autora, assim como nos outros livros, mantém sua escrita convidativa e absolutamente viciante que te faz devorar o livro em apenas um dia, se tiver tempo para isso. Uma história simples, de uma garota atrapalhada que ainda não entende o que é realmente viver.

“- Eu sou feliz, Ahren. Sou a princesa. Tenho tudo. 
- Acho que você confunde conforto com felicidade.”


~Talita B.


9 Comentários

  1. Eu tô com o livro ali sabe... e uma preguiça tão grande dele
    Mas assim, até que deu vontade.
    Tava com saudade da Meri ♥ Max, tão difícil desapegar
    Acho que darei uma chance pra o pobre :D

    xoxo

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    1. Só não espere ver muito a Meri e o Max, eles aparecem bem pouco,
      Dê uma chance ao livro, não tem Maxerica, mas tem a escrita viciante da Kiera que eu já tinha esquecido como era fácil e rápido de ler, quase me assusto quando percebo que já cheguei na metade do livro hahahaha

      Bjs

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  2. Olá, tudo bem?

    Gostei mto da sua resenha, mesmo, apesar de discordar um pouco, pois na minha opinião esse livro está na minha lista dos piores que já li, devido a protagonista se comportar irritantemente mimada, egoísta, chata, insuportável e daí a fora... Rsrs mas foi algo ousado da autora, arriscar uma protagonista de gênio forte...
    Parabéns pelo excelente trabalho! Voltarei sempre!

    Att.,

    Pathy
    lendoemqualquerlugar.blogspot.com.br

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    1. Hey, tudo ótimo.
      Que bom que gostou da resenha mesmo discordando da minha opinião, acho isso muito importante. E não é como se eu achasse um completo absurdo alguém não gostar da Eadlyn, isso aparenta ter sido uma reação bem comum ... hahaha
      Mas eu não consegui odiá-la e depois de conhecê-la simpatizei, e concordo que foi muito ousado a Kiera trazer uma personagem do tipo, sendo bem diferente dos antigos protagonistas, mesmo sendo filha da Meri eu não consigo pensar nas duas com nada em comum. Talvez um pouco com o Maxon, mas muito pouco.
      Enfim...
      Obrigada por passar aqui. Volte sempre. :3

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    2. Sim, Talita... eu adorei a resenha de verdade, muito obrigada por retribuir a visita e comentário.
      Estou seguindo o seu blog, pois adorei o seu trabalho.

      Att.,

      Pathy
      http://lendoemqualquerlugar.blogspot.com.br/

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  3. Olá, amei a resenha, realmente quando fui ler esperava algo como a America, mas não, infelizmente. A saudade de America aumentou a cada página que eu lia de A Herdeira. Beijos :)

    Vanessa | http://closetdelivros.blogspot.com.br

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  4. Oi Tambem li o Livro e achei a princesa uma chata. Nada parecida c a mãe! Trata as criadas com desprezo (apesar de gostar da sua criada particular, ela não tem a menos consideração com ela!), e se acha a ultima bolacha do pacote!
    ****PODE CONTER SPOILLERS*******
    Mas no geral curti o livro como um entretenimento leve (nao se compara aos tres primeiros) ... Achei alguns detalhes mto falhos como o fato da Princesa nao saber detalhes da Seleção de seus pais - sendo que foi telavisionada, o fato dos selecionados não passarem por nenhuma investigação antes de chegarem ao castelo (so depois q ocorreram falhas) e me irritou o fato dos jornalistas do proprio castelo vazarem escandalos....tipo...na "vida real" isso nunca aconteceria em uma monarquia!rs
    Mas realmente acho q a autora escreveu "A Herdeira" pra garantir a onda de sucesso dos primeiros livros... Pois parece q ela não tem uma historia bem definida ainda e como livro acaba do nada, com mais perguntas do que respostas, acho q comprova bem isso.... Tipo....quem é Brice Mannor, aquela conselheira do rei? Não me lembro do sobrenome nos outros livros...e a autora nao fala mto sobre ela.... Porque a Josie e a Princesa nao se gostam? Qual o problema da America e a Rainha da França? Sera q é pq ela era apaixonada pelo Maxon no primeiro livro ou tem algo mais?São tantas perguntas q nem sei...
    De qualquer forma tenho o meu preferido e é o Eric (ou EIKKO), não sei não mas ele tem pinta de quem realmente vai ganhar o coração da princesa...O Hale tambem é um fofo, mas nao senti mta quimica...e o Henri é o mais adoravel, meio trapalhao, mas nao vejo ele como sendo o ganhador da seleção...e o Kile esta mais para uma valvula de escape do que pra um rei...sei la...mesmo porque ele sempre quis viver longe do castelo...so fico intrigada se foi ele ou a irma q o inscreveu (e se foi a irmã q inscreveu ele, vemos mais um erro bobo na historia, pois se na Seleção da America ha anos atras ela mesmo tinha q ir la se inscrever, porque dessa vez isso não foi necessario e deixaram passar mais essa falha na segurança - ou na historia em si).
    Aguardo o proximo livro sem grandes expectativas, pois como disse a princesa é mto chatinha e so me empolgo nas partes q o Eric aparece...rs

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    1. Os candidatos da seleção não tiveram tanta química com a Eady, assim como as garotas da seleção tiveram bem pouco, tirando as mais preferidas do povo. O Eric foi o que mais combinou com ela, mas não creio que um relacionamento entre os dois funcionaria, e ele é muito... sei lá... não confio muito nele, acho que tem algo estranho nele que não me deixa gostar muito.
      Eu goooooosto do Kyle, apesar de adorar o Hale, ele seria o meu preferido, embora não consiga imaginar a nova princesa casada com nenhum deles. Mas esperarei o próximo e ultimo livro para tirar minhas conclusões finais.
      Quanto ao fato da Meri não gostar da rainha da França... os contos da seleção, na verdade, o "Principe" fala que a rainha da França, quando princesa ainda, era super apaixonada pelo Maxon, então pode ser por isso.

      Beijos

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