Pesquisar

Apesar de não ser uma criatura muito ativa em determinadas redes sociais, em estar pouco interessada em compartilhar vídeos e indiretas publicamente - ah, não, prefiro manter piadas internas e brincadeiras secretas -, sou uma eterna curiosa que está sempre se atualiando em seus contatos. Pelo menos naqueles que despertam algum interesse.
Um dia desses, esbarrei com mensagens suicidas no perfil de uma amiga. Notas falando sobre a solidão e o desprezo, sobre a falta de amor e a saudade, sobre perder pessoas queridas e perder a noção de si mesma - e tais comentários despertarm uma tristeza enorme em mim, já que, outrora, também fui alvo de pensamentos tão infelizes quanto. Sendo assim, apesar de estar a quatrocentos quilômetros desse contato, enviei-lhe uma mensagem (alguém ainda fala e-mail?) com algum carinho e solidariedade. 
O ponto desta crônica não é apontar a solidariedade ou instigá-lo a me admirar. A solidariedade é uma característica intrínseca do caráter de uma pessoa e, apesar de manter contato com você, caro leitor, não o conheço.
Portanto, não. Delete sua crítica sobre exibicionismo e expor pessoas através do meu blog - note, também, que nenhum nome fora citado ou rede social mencionada.
Meu ponto é: se a internet nos afasta, por que não usá-la para disseminar o bem? Estamos a uma mensagem de distância - um SMS, um whatsapp, um status do facebook. Se você tem tempo de ler e curtir o que o outro postou, por que não enviar-lhe uma mensagem e fazer com que ambos se sintam bem (pessoalmente, me sinto muito melhor após estender a mão ou ajudar ao próximo; você não?) 
Redes sociais são mais do que indiretas, fotos que esbanjam felicidade entre amigas quando você não aguenta mais olhar para a cara da pessoa e vídeos sobre animais de estimção (apesar de adorar quando me enviam!) 
Internet também é sobre interação. Que tal honrar o número de contatos que você tem e, ao invés de se importar com a popularidade, se importar com o bem estar do outro? É rápido, grátis e ajuda a conservar amizades mais antigas que o aparelho em suas mãos

Daniele Almeida.


Deixe um comentário