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Livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Páginas: 400
Editora: Landmark
Classificação: 5/5

Quem nunca ouviu falar de uma das romancistas mais queridas, Jane Austen? Autora de diversos livros, Orgulho e Preconceito é seu romance mais comentado (sofrendo diversas adaptações com o passar do tempo) e também alvo do post de hoje.
"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa."
É com esse trecho de um dos romances mais encantadores que dou início à resenha de hoje. 
Como você já deve ter ouvido falar durante aulas de história ou literatura ou mesmo visto em livros, filmes e séries, o casamento era a cerimônia mais valiosa do século 18. A aristocracia sempre baseara-se em relacionamentos sociais e prestígio social de famílias; logo, uni-las era um ato de suma importância e qualquer jovem maior de dezesseis anos deveria ser apresentada para a sociedade a fim de encontrar um noivo (preferencialmente, rico). Casamentos também eram uma forma de fazer relações econômicas, ou seja, um meio de receber e dar dinheiro e adquirir importantes aliados políticos.
Tendo isso em mente, devemos entender que Orgulho e Preconceito retrata essa busca por um marido, bem como a ambição e orgulho presentes n'algo extremamente romantizado atualmente.
Elizabeth Bennet é a 'ovelha negra' da família. Sendo a segunda filha mais velha e tendo pouco mais que vinte anos, não vê o casamento como seu principal objetivo de vida e não está disposta a seguir o que sua mãe, Sra. Bennet, impõe. Logo, é evidente que ao ser proposta por um estranho que poderia herdar a casa de sua família, ela não pensa nas relações comerciais envolvidas, mas sim em sua felicidade. 
Em contrapartida está Jane Bennet, a filha mais velha. Apesar de uma romântica incurável e conhecida por sua alma extremamente generosa, possui um caráter pouco mais influenciável. Entretanto, é agraciada por apaixonar-se por um de seus mais promissores pretendentes, Sr. Bingley, seu mais novo vizinho, conhecido por sua simpatia e por estar sempre na fiel companhia de William Darcy - o sujeito mais antipatizado pela vila.
Abordando temas como o amor, o orgulho, o preconceito, a ambição e a luxúria, Orgulho e Preconceito é um relato próximo da realidade do século 18, criticando não somente o modelo de vida da sociedade, mas também atraindo a atenção para a velha moral de que o amor está onde menos se espera.
Não é de se admirar que Darcy seja um personagem tão comentado e aclamado pelo público. Devo dizer que, a princípio, ele estava longe de ser o homem ideal. Apesar de pais bondosos e boa criação, era orgulhoso e preconceituoso e se julgava melhor que os outros - defeitos admitidos pelo próprio em determinada parte do livro.
"Tal mudança em um homem de tanto orgulho suscitava não apenas espanto, mas gratidão - e ao amor, ao ardente amor, isso deveria ser atribuído [...]"
Entretanto, a partir do momento em que Elizabeth o confronta, alegandoque nunca aceitaria sua mão, o próprio passa a enxergar seus erros e a mudar. Tanto que, em uma viagem com os Gardiner, seus tios, Lizzy acaba encontrando-o e conhecendo um novo lado de Fitzwilliam Darcy. 
Seus sentimentos são sutis e reais, sem a embromação e exaltação ao qual estamos habituados. No decorrer da história - e antes mesmo da declaração de Darcy -, é possível identificar trechos em que o personagem expressa seus sentimentos de forma clara, porém discreta. 
"Era evidente que ela [Elizabeth] tinha melhor relacionamento com o Sr. Darcy do que eles faziam ideia antes; era evidente que ele estava muito apaixonado por ela."
Se não fosse pela fonte (culpa da edição adquirida, não do livro em si) e pelas extenuantes narrações, Orgulho e Preconceito seria um livro a ser lido em poucas horas. 
Seus capítulos são curtos; Austen não descreve o ambiente detalhadamente, mas o associa às impressões dos personagens. Logo, é uma leitura fácil e prazerosa, apesar de um tanto lenta.
"E nunca ela sentira tão honestamente que poderia amá-lo como agora, quando todo o amor seria em vão."

Daniele Almeida.


Um Comentário

  1. O filme é maravilhoso! Agora preciso ler o livro. O primeiro da obra de Janes Austen.

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