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 Um tempo atrás, comentei que deveríamos introduzir seriados aos assuntos do blog, já que era uma paixão compartilhada pelas escritoras e também por vocês, nossos acompanhantes. E como o mês de Maio foi bastante focado em seriados e livros, seria justo incluí-los no projeto. 
Sendo assim, no 'Assistidos de Maio', falarei um pouquinho sobre o filme God Help The Girl, a web série The Lizzie Bennet Diaries e os seriados Grey's Anatomy, Daredevil e SuperGirl!

1 - God Help The Girl.     5/5
 
Como já diz o título, "God Help The Girl" é um musical que retrata a história de Eve, uma menina com problemas emocionais que precisa de toda ajuda possível, e seus amigos, James, o salva-vidas que consegue acalmar parte da alma perturbada da australiana e Cassie, uma escocesa que acaba determinando o futuro daquelas três almas focadas na música: formar uma banda.
Em meio a canções singelas cuidadosa e estrategicamente adicionadas à cena, o telespectador é capaz de captar os dramas e os conflitos adolescentes, além da confusão mental de Eve, personagem que se mantém como um enigma, vez que não há verdades absolutas ao seu redor.
Apesar de não ter assistido à versão original do musical, posso afirmar que Emily e sua voz agridoce foram perfeitas para o papel.
Atenção: Não espere por nenhum romance. Apesar de James ser aquele a acalmar os demônios de Eve com sua presença, e a conturbá-los com sua ausência, God Help The Girl está focado demais na realidade para consumar o conto de fadas.
E apesar do que aprendemos quando crianças, um final feliz não é sinônimo de dedos entrelaçados e amores eternos. Às vezes, o final feliz é sinônimo de liberdade.

2 - The Lizzie Bennet Diaries.     5/5
Como eu nunca havia ouvido falar de web séries antes?
De qualquer forma, não houve melhor maneira de ingressar nesse mundo, além de com uma adaptação de Orgulho e Preconceito, romance escrito por Jane Austen.
De forma humorada, contemporânea e pessoal, The Lizzie Bennet Diaries traz, em cem episódios, a história de Elizabeth Bennet e suas irmãs, Jane e Lydia, "vítimas" da mãe casamenteira que defende que todo homem rico e bonito está a procura de uma esposa (onde foi que já ouvi isso?)
Publicado há dois anos, o show está disponível em um canal do youtube e já conquistou milhares de internautas que, assim como eu, não resistem a um bom romance.         #wewantDarcy
Porém, apesar de tamanha sutileza e humor, a websérie também retrta temas como a exposição virtual, as más companhias e as consequências; fenômenos - infelizmente - comuns com a liberdade de hoje em dia.

3 - 11º temporada de Grey's Anatomy.     4/5
"A vida que você salva pode ser a sua própria."
Como a boa sofredora que sou, resolvi incluir a recém finalizada temporada da minha série favorita na lista e falar um pouco mais sobre os vinte e quatro episódios mais tristes e frustrantes. 
Quem me acompanha nas redes sociais sabe da história de amor e ódio que tenho com a roteirista, Shonda Rhimes. Acontece que, por mais que ela não tenha piedade dos fãs, dos atores ou dos próprios personagens (semanas atrás, todo o fandom foi obrigado a se despedir de Derek Shepherd, o McDreamy, um dos personagens mais importantes da história, por razões desconhecidas), aquela roteirista foi capaz de manter a história interessante e emocionante por dez/onze anos.
E por mais que a odiemos por nos forçar a dizer adeus, sempre há mais. Sempre há mais personagens, lágrimas e risadas. É isso o que caracteriza o show como inesquecível; e esta última temporada foi a prova disso.
Casais destruídos, morte, confrontos, abandono, traição, um acidente de carro e negligência médica são palavras que descrevem a temporada tão bem quanto "superação". Com tamanho realismo, drama e adrenalina, acho difícil algum outro autor me emocionar assim.
Quanto à indignção, sim, sou uma das muitas pessoas contra a morte do McDreamy e saída do ator Patrick Dempsey da série; mas apesar de continuar assistindo (e amando) o show, a história do casal MerDer terminou no episódio 11x19 para mim: com um beijo e uma promessa de que Derek logo voltaria para casa. Se querem saber, para mim, ele voltou. E nenhum caminhão passou pela avenida, nenhuma ambulância foi requisitada e Meredith nunca teve que desligar os aparelhos do amor de sua vida, tornando-se uma viúva grávida do terceiro filho.
E agora, sem mais choro, posso parabenizar Shonda Rhimes por ser capaz de arriscar-se tanto, e Ellen Pompeo, a Meredith Grey, por nos passar tantas emoções.
Que venha a 12º temporada!

4 - Daredevil.     5/5
Se você se considera uma pessoa exigente, prepare-se para ter suas expectativas severamente aumentadas após treze episódios de pura adrenalina e genialidade.
Construído a partir de ua parceria entre a Marvel e a Netflix, Demolidor (como é conhecido nacionalmente) conta a história de Matt Murdock, um homem que, quando criança, acabou em contato com produtos químicos e perdeu sua visão.
Atualmente, ele é o homem que se veste de preto (pelo menos nos primeiros episódios) e tenta combater o crime de Hell's Kitchen com nada além de seus instintos durante a noite, e possui um escritório de advocacia com eu parceiro, Fogg Nelson.
Com habilidades naturais (nada de capas e poderes de voo), Matt acaba sendo o responsável por trazer justiça à cidade, vez que, conforme o desenrolar da história, entendemos quão enraizada está a corrupção na sociedade. 
Perfeitamente produzido e com personagens bem contruídos, Demolidor é o tipo de seriado que lhe cativa no primeiro instante e faz com que você repense e reveja seus críterios, tornando-se mais exigente.
Inovador, ele não possui a mesma abordagem que as demais histórias da Marvel, sendo infinitamente mais maduro e ousado. A preparação dos atores é notável e, honestamente, não sei como suportar a espera até 2015 por uma 2º temporada.

5 - Supergirl.     3/5
Alguém ainda não assistiu ao piloto da mais nova série sobre heróis? 
Como o blog não poderia ficar de fora após toda a publicidade e paralelos com o SuperHomem, recentemente assisti ao primeiro episódio e trago aqui algumas das minhas impressões:
A) O cast pode ser novo, mas não há nenhuma novidade. Apesar de não ter uma maníacada por atores, já conhecia 80% do elenco de outros seriados (como Grey's Anatomy e Glee).
B) É impressão minha ou sequestraram a Felicity e a fizeram usar uma capa vermelha? No começo do epísódio, Kara era uma cópia perfeita da hacker de Arrow. Aliás, ainda era uma cópia ao final do episódio; mas seu visual mudou em 46 minutos o que Felicity levou uma temporada para fazer (esteticamente, claro. Felicity é uma das minhas personagens favoritas).
C) Boa base. Apesar de ser apenas o primeiro episódio, já temos uma boa noção do que ocorrerá até o fim da temporada (briga familiar é o que não falta, já que Kara é sobrinha do General).
D) Efeito exagerados. Tudo bem que é sobre fantasia, mas pega leve, seu editor! Não há naturalidade alguma durante as cenas, o que é uma pena para os atores e o público.

Daniele Almeida.


Um Comentário

  1. Preciso colocar em dia minhas séries O.O Ainda não vi o piloto de Super Girl #snif

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