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Dia 19 de março de 2015 foi um dia celebrado por muitos de nós. Afinal, a continuação do sucesso uma vez escrito por Veronica Roth e adaptado pela Paris Filmes, Divergente, finalmente chegara aos cinemas brasileiros, contrastando alarmantemente com o primeiro filme da franquia e quebrando o clima juvenil que a história pudesse ter.

Após o ataque organizado por Jeanine, a líder da Erudição, as facções estão desmoronando. Os Divergentes foram responsabilizados pelas perdas e declarados os maiores inimigos – e corruptos – do governo, de forma que Tris e Quatro não tiveram outra escolha senão fugir da cidade e tentar encontrar abrigo entre aqueles que não tomaram partido desta guerra civil.
Em sua busca por aliados - antigos membros da Audácia estão espalhados dentre as facções, e logo devem unir forças para lutar contra os ideais impostos por Jeanine, a fim de tirá-la do Conselho e do controle do Estado -, os personagens principais acabarão confrontando seu próprio passado diversas vezes, dando aos telespectadores uma chance de conhecer melhor a história de cada um. 
Personagens anteriormente mencionados virão a tona, e ainda nos primeiros instantes do filme teremos a chance de conhecer Evelyn, a mãe de Tobias, e o exército dos sem-facção (vale a pena lembrar que no primeiro filme eles eram retratados como a "escória": pessoas que não se adequavam a facção alguma. Em Insurgente, veremos quão poderosos os renegados têm se tornado, e seus planos para vingar-se do sistema), principais aliados na luta contra a Erudição. 
Entretanto, um mistério maior assombra a mente de Beatrice Prior: a razão pela qual seus pais sacrificaram suas vidas. Perseguida por suas escolhas e pela morte de diversas pessoas que amava, a protagonista terá que lutar ao lado do homem que ama para desvendar mistérios e passar por batalhas impossíveis, enquanto tenta perdoar a si mesma em meio ao caos e a devastação.
Em meio à pressão, Tris terá que lutar contra o seu instinto de abnegar de si mesma em prol dos outros e aprender a lidar com os inúmeros traidores que aparecerão em seu caminho - caso você já tenha lido o livro, sabe do que estou falando. Caso não, prepare-se para corroer-se de ódio. 
No segundo filme da saga Divergente, os personagens perdem seu tom juvenil e inocente e passam a ser dominados pela guerra: fazendo o que for necessário pela sobrevivência. Os que apreciavam o modo com que o primeiro filme abordava a guerra civil e o conflito interno de forma abrangedora, porém não tão drástica, terão uma grande surpresa dentro dos cinemas, vez que em Insurgente os instintos falam mais alto e a violência e sede de vingança são os sentimentos predominantes desde o começo do filme.
Em meio à guerra, à busca por aliados e à destruição, não há tempo para debater sobre o certo e o errado. É matar ou morrer - e cada pixel da tela do cinema exala desespero
Avassalador, dinâmico, bem produzido e um divisor de águas, "Insurgente" é um filme a ser aplaudido de pé por sua produção e desenvolvimento. A cada instante passado em frente à tela, o telespectador ansia por mais cenas de luta, romance - sim, há romance no filme! Ele não é tão apolicalíptico assim - e suspense.
É também um filme pelo qual eu passaria o fim de semana presa em uma sala de cinema, reassistindo diversas vezes e lamentando pelo destino já premeditado de alguns personagens.
E que venha Convergente part I! 

 
Filme: A saga Divergente: Insurgente.
Duração: 119 min.
Distribuidor: Paris Filmes.
Lançamento: 2015.
Nota: 5/5

Daniele Almeida.


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