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Livro: O Oceano no Fim do Caminho
Autor: Neil Gaiman
Páginas: 208
Editora: Intrínseca
Classificação: 5/5

“Eu não era uma criança feliz, ainda que, de vez em quando, ficasse contente. Vivia nos livros mais que em qualquer outro lugar.”

Com o tempo, memórias de anos passados começam a parecer como de outra vida. Foi há quarenta anos, mas ele lembra-se muito bem. Os tempos difíceis em que os pais tiveram que alugar o quarto do alto da escada. Ele tinha apenas sete anos quando um dos inquilinos, um minerador de opala, roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. Seu ato despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo.

A maioria dos adultos não compreenderiam os eventos que começam a se desdobrar tão perto de casa. Sua família corre perigo, mas nunca acreditariam no que ele dissesse. Apenas as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.


 “ – Homens! Não sei qual seria a bendita serventia de um homem por aqui? Não tem nada que um homem possa fazer nessa fazenda que eu não consiga terminar na metade do tempo e cinco vezes melhor.”

Fazia algum tempo que não via personagens encantadores como esses que foram bem desenvolvidos no decorrer da trama. A história se desenrolou perfeitamente e é uma temática que você não pode dizer que é comum. O enredo é tão gostoso quanto curioso. Difícil dizer o que leva uma pessoa a pensar numa trama e conseguir transmiti-la de forma que você se esqueça do modo como tudo começou, que te faz esquecer que aquilo é uma memória e apenas isso.

Neil será sempre um sinônimo da palavra "estranho" depois dessa leitura. Essa é a mais pura verdade. O livro é um tanto confuso em seu total, porque cada pedaço é como um mundo diferente. A escrita do autor é maravilhosa, “O Oceano no fim do caminho” pode te fazer esquecer o que é a realidade. Essa foi minha primeira leitura desse autor e espero que venham outras mais.

“– Esse é o problema com as coisas vivas. Não duram muito. Gatinhos num dia, gatos velhos no outro. E depois ficam só as lembranças. E as lembranças desvanecem e se confundem, viram borrões...” 
~Talita 


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