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Como comentado no post anterior [Assistidos em Janeiro], nunca fui uma grande adepta a tardes preenchidas por filmes e pipoca. Entretanto, tenho uma grande fascinação pela indústria cinematográfica e sempre quis acompanhar tendências, conhecer os truques e ver ideias - uma vez escritas no papel - virem a tona. 
Com esse pensamento, resolvi introduzir um novo "tipo de post" ao blog - um projeto pessoal, em que eu compartilharia, mensalmente, os filmes e curtas assistidos. 
Infelizmente, em fevereiro acabei não me doando tanto quanto queria ao projeto, de forma que só assisti a sete filmes (eu poderia culpar o retorno às aulas, compromissos e tudo mais - porém nada seria verdade. O fato é: eu não me organizei devidamente, e acabei não encontrando tempo e ânimo para escolher obras e assisti-las); os quais venho, como prometido, compartilhar [cinco deles] com vocês. :-)


1 - Annie.     (4/5)
Senhoras e senhores, eis aqui uma excelente dica para o verão. Sendo a terceira adaptação já feita do livro de Thomas Meehan, "Annie" é uma comédia musical que te conquistará com sua simplicidade e canções.
Conhecida por ser um remake da versão de 1999 (exclusiva para a TV Americana), o longa dirido por Will Gluck conta a história de Annie, uma órfã que, junto a outras garotas, habita um lar temporário comandado pela ambiciosa (e levemente patética) senhora Hannigan. Entretanto, sua vida acaba tendo uma guinada ao se mudar para a mansão de um político, William Stacks, a fim de melhorar sua companha.
Honestamente, não me lembro de já ter me divertido tanto em um filme! "Annie" possui tudo aquilo que pe necessário para melhorar o dia de uma pessoa: charme, espontaniedade, e um repertório de músicas que te fazem querer dançar.
Apesar de ter odiado a tradução das canções (nada de dublarem da próxima vez, Sr Produtores!), preciso parafrasear o próprio filme e dizer que "todos amam cenas em que você começa a cantar e dançar do nada" -- e filmes também.

2 - Maria Antonieta.     (3/5)
Aos quatorze anos, Maria Antonieta foi obrigada a deixar seu lar e sua família para casar-se com o futuro Luís XVI, formando uma aliança entre a Áustria e a França. 
Sua história sempre fora pauta para discussão, vez que há quem acredite que ela foi o estopim da Revolução Francesa ("Que comam brioche!"), e há quem diga que sua imagem e personalidade não fazem justiça à veracidade dos fatos e que ela era mal compreendida e solitária. Na mais recente versão cinematográficade sua vida, vemos ambos os lados da mais odiada Rainha da França.
Quando ainda inexperiente, Antonieta perdeu todo o apoio que tinha, sendo alvo de comentários e piadas por sua nacionalidade austríaca - vale lembrar que os franceses eram fortes antipatizantes de "forasteiros", como ela era chamada - e sua condição de "intocada" após o casamento. 
Na vesão de Sofia Coppola, acompanhamos a degradação de Maria e do império francês: sua solidão e descaso, sua luxúria e seus amores, seu casamento e a promessa de um julgamento por uma multidão enfurecida que exigia sua cabeça. 
Visualmente rico, "Maria Antonieta" contou com um elenco de tirar o fôlego - alô, Kristen Dunst e Jamie Dornan - e mostrou tanto a superficialidade quanto a vasta escuridão por trás de uma personalidade com tamanho significado para a história.

3 - Caminhos da Floresta.     (5/5) 
"Por que todos os príncipes tem que seguir o modelo de perfeição? Será possível que, em nenhuma produção que envolva contos de fadas, os personagens sejam humanos - um príncipe não tão encantado, uma princesa nãotão inocente, e uma heroína não tão certinha?"
Lembro-me de que este foi o primeiro pensamento ao começar a assistir o filme, ainda tentando acompanhar a introdução e apresentação das histórias envolvidas naquela mesma obra - estando entre eles "Cinderela", "Chapeuzinho Vermelho" e "João e o Pé de Feijão". Entretanto, ao chegar aos primeiros quarenta minutos de filme, abandonei todas as minhas queixas sobre o padrão pré-estabelecido. 
Misturando Disney e os irmãos Grimm, "Caminhos da Floresta" é um filme que retrata os personagens de forma genuína e humana, provando que nem sempre os príncipes são os heróis e as bruxas, vilãs. 
Apesar de não mencionar todos os contos de fada explicitamente, o filme faz referência a cada história e encontra um meio de unificá-las em um mesmo universo, criando uma versão estendida do "felizes para sempre" em que a felicidade é a única que não sobrevive.

4 - Malévola.     (4/5)
Quanto nós sabemos sobre os contos de fada? Será que vilões sempre foram conhecidos pela crueldade, e Reis sempre pertenceram à nobreza? Em Malévola, uma produção inspirada no conto d'A Bela Adormecida, todas essas questões são respondidas e elaboradas.
Quando menor, Malévola - uma fada - derrubou a inimizade existente entre os Moors, seres mágicos e independentes, e os humanos ao se aproximar de Stefan, um órfão camponês. Entretanto, um terceiro e maior inimigo acabou tornando aquele amor, uma vez tão verdadeiro, em guerra: a ambição dos homens.
Movido por sua vontade de governar o reino e conquistar o poder, Stefan acabou traindo Malévola e arrancando suas asas como um meio de provar que havia vingado seu Rei diante de uma velha batalha. A partir daí, todos nós sabemos o que acontece: um casamento, um bebê e uma maldição. 
Muitos podem dizer que esta foi uma péssima releitura, mas, verdade seja dita, foi a que mais gostei.
Apesar dos efeitos, da narrativa e do elenco, o que realmente me cativou foi a humanização de Malévola e sua intimidade com Aurora (afinal, se dependesse do Rei e das três fadas responsáveis por proteger o bebê, a menina não haveria passado da primeira semana de vida); além de Diaval, é claro (ainda estou inconformada por ele e Malévola não terem ficado juntos. Snif!) 
Sendo honesta? Se este fosse o verdadeiro conto da Bela Adormecida - que tem mais a ver com a origem de Malévola... -, teria sido o meu favorito desde pequena.

5 - Destino de Júpiter.     (3/5)
Jupiter Jones (Mila Kunis) odeia sua vida. Ela segue uma rotina pacata trabalhando como empregada doméstica nos Estados Unidos, país onde vive junto com sua família. Sua mãe deixou a Rússia após o assassinato do marido, pai de Júpiter. Todo o trabalho com as faxinas não lhe dava dinheiro o suficiente para o que desejava e isso a levou a uma clínica para vender seus óvulos.  Entretanto, ela não esperava encontrar um grupo de alienígenas tentando matá-la. 
A partir daí, ela acaba em meio a um briga de interesses familiares sobre o domínio da terra e a futura colheita de seres humanos; sendo levada para outro planeta a fim de reclamar seu título de Rainha do Universo.
Apesar de um contexto rico, enredo bem trabalhado e um excelente elenco, O Destino de Júpiter acabou se tornando um filme forçado pelo excesso de efeitos e má distribuição de informações (o telespectador acaba, literalmente, perdido na história por falta de dados). 
O filme não chega a ser uma decepção, porém não atendeu a todas as minhas expectativas. Sinto que os produtores não encontraram o meio-termo, estando sempre em falta ou em excesso. 
(E Jupiter, todos nós amamos cachorrinhos, hehe!) 

Daniele Almeida.


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