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Nunca fui uma pessoa fanática por filme. Normalmente, ia ao cinema uma ou duas vezes no mês e ficava por isso mesmo - e, quase sempre, era mais pela companhia do que pelo longa. Porém, nessa virada de 2014-2015, propus a mim mesma um desafio: assistir mais filmes e séries neste ano e estudar mais sobre a sétima arte.
Não esperava que o desafio desse tão certo! Apesar de faltar dois dias para o encerramento do primeiro mês do ano, venho aqui falar um pouquinho sobre alguns dos quinze filmes assistidos em Janeiro (isso mesmo, quinze! E não parou por aí: ainda assisti a cinco temporadas de Grey's Anatomy e comecei a acompanhar seriados como The 100, Agents of SHIELD e Outlander.) ;)


1 - Busca Implacável.   (4/5)
"Busca Implacável" é um filme frequentemente assistido pelo meu irmão. Entretanto, até ver o trailer de "Busca Implacável 3" nos cinemas, não tive a menor curiosidade pelo enredo (ou pelas cenas de luta, capazes de fazer com que o telespectador sinta a adrenalina envolvida na trama) -- mal sabia eu o que estava perdendo!
A trama gira em torno de Bryan Mills (Liam Neelson), que, após saber que sua filha (Maggie Grace) foi raptada em meio a uma viagem entre amigas, decide abandonar a calmaria e retomar o seu trabalho enquanto caça os criminosos e luta incessantemente para resgatá-la, temendo que o pior -- ter sua filha vendida para empresários -- aconteça.
A dinâmica, adrenalina e jogo de efeitos contribuíram para construir um cenário digno de 5 estrelas. O desespero pela própria filha, a experiência em combate e a coragem são características marcantes do personagem de Neelson, que deixou os telespectadores de queixo caído com sua atuação.

2 - Busca Implacável 2.   (3/5)
Retomando o enredo do primeiro filme, "Busca Implacável 2" possui os mesmos elementos da primeira produção, com o acréscimo do romance - que é o ponto de partida da história.
Ainda embalada pela dinâmica do primeiro filme, assisti ao segundo sem parar para respirar; entretanto, as cenas de luta deixaram a desejar, perdendo a naturalidade e se tornando um tanto forçadas. Enquanto assistia ao longa, senti como se os roteiristas tentassem quebrar a essência do primeiro filme e criar uma nova para o segundo, investindo em demais elementos como a perseguição. 
Bryan Mills está de volta ao jogo. Entretanto, sabendo dos problemas conjugais enfrentados pela sua ex-esposa e mãe de Kim,  Lenore (Famke Janssen), decide convidar mãe e filha para passar uma temporada com ele na Turquia. Porém, o que deveria ser uma temporada de férias e lazer, acaba tornando-se uma perseguição quando Lenore e Bryan são sequestrados e Kim tem que fazer o impossível para resgatar seu pai e ir atrás dos homens que, um dia, a torturaram (um tanto Revenge, se você parar para analisar.)
Que venha o terceiro filme!

3 - Doce Novembro.  (5/5)
Nunca pensei que eu pudesse chorar tanto com um "clichê", que é o principal referencial a este filme.
"Doce Novembro" é um romance com uma proposta não explorada antes (em quantos filmes você tem uma protagonista que faz com que estranhos (Keanu Reeves) a deem carona enquanto ela "rouba" dois cachorros de um laboratório e, em seguida, oferece ajuda emocional ao cara contanto que ele passe um mês com ela?) que percorre todos os caminhos óbvios.
Porém, como todas as protagonistas altruístas, Sara (Charlize Theron) possui um segredo. Algo que arruinou seu relacionamento com a família, a fez abandonar sua empresa e dedicar-se aos seres humanos e, ao mesmo tempo, abdicar de si mesma. E tal omissão reúne todos os ingredientes para uma última cena trágica - ou inspiradora. 
Com um final que me deixou estupefata - libertando-se do padrão e provando que filmes do gênero não precisam terminar em lágrimas -, este se tornou um dos meus filmes favoritos (seja em elenco, trilha sonora ou enredo <3).

4 - Coração de Tinta.  (4/5)
A adaptação de "Coração de Tinta", um romance originalmente escrito por Cornelia Funke, apesar de extremamente bem produzida, possui tempo insuficiente para mostrar todos os nuances que tornam o enredo tão maravilhoso. Além do mais, a essência de alguns personagens foi alterada (tornando Meggie, um dos meus personagens favoritos na obra original, um tanto banal) e determinadas divergências com o roteiro original não foram bem-vindas.
A única coisa que se manteve fiel em ambas as obras foi a minha paixão por Dedo Empoeirado, devido à sua realidade e bagagem. De longe, um dos personagens mais escritos - e adaptados.

5 - Pronta para Amar.  (5/5)
Eis aqui outro filme que, assim como Doce Novembro, me surpreendeu!
Não esperava muito desta produção. Quando apertei o play, pensei que fosse uma comédia romântica ou mesmo um romance água com açúcar (sou uma grande ignoradora de sinopses, e terrível juíza de capas), porém acabei chorando horrores nas cenas finais.
Marley Corbett (Kate Hudson) está no ramo de publicidade. Sem relacionamentos sérios, sem compromissos, está acostumada a levar uma vida leve e está sempre rodeada por amigos. No entanto, sua vida se vê drasticamente alterada quando, guiada por uma dor, descobre que tem uma doença terminal. E, de quebra, se apaixona pelo médico, Julio (Gael Garcia Bernal).
Um dos maiores atrativos desse filme é que, apesar de conter todos os ingredientes necessários para fazer com que você passe o resto do dia deprimida e com um pote de sorvete ao lado, ele acaba elevando seu astral. Marley, apesar de começar a viver em seus últimos meses, não vê o evento como algo triste, mantendo-se positiva até seu último "eu te amo".
Kate Hudson, você é incrível!

Daniele Almeida.


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