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Livro: A vida do livreiro A.J. Fikry.
Autora: Gabrielle Zevin
Páginas:186
Editora: Paralela.
Classificação: 4/5

A vida do livreiro A.J. Fikry não é nada empolgante. Ele perdera sua esposa em um acidente de carro e ainda vive a sua morte – por assim dizer. Não, ele não anda pelos cantos e chora a tarde toda; apenas não consegue mais viver. 
Conhecido como o único e mais ranzinza livreiro de Alice Island, A.J. passa seus dias dedicando-se à sua livraria, até que uma série de coisas nem um pouco planejadas começa a acontecer. Afinal, quem poderia prever que roubariam sua edição única de Tamerlane (o livro mais raro e caro do mercado) e, em seguida, deixariam um bebê em meio a um dos corredores de sua livraria? 
“Mas também acho que minha nova reação está relacionada com a necessidade de encontrarmos histórias no momento certo de nossas vidas.”
É a partir daí que a história se desenvolve. Apesar de ter aos livros, e segundo o próprio livreiro eles serem a coisa mais íntima de uma pessoa, é a chegada de Maya que faz com que A.J. volte a viver e mude seus hábitos mais grosseiros, correndo até mesmo o risco de se apaixonar por Amelia, a consultora de uma editora parceira. 
“’É o medo secreto de que não é possível sermos amados o que nos isola’, diz a passagem, ‘mas é apenas porque estamos isolados que pensamos não sermos amáveis. Certo dia, não se sabe quando, vai estar dirigindo por uma rua. E certo dia, não se sabe quando, ele, ou ela, aliás, estará lá. Será amado porque, pela primeira vez na vida, realmente não estará solitário. Terá escolhido não estar solitário.’”
“A vida do livreiro A.J. Fikry” é uma leitura rápida e divertida. O personagem principal acaba nos surpreendendo em diversos momentos, e apesar de não ser um livro extraordinário, com um enredo capaz de fazer você perder o sono, é algo confortável. A escrita é leve e o enredo é bom o suficiente para envolver ao leitor por seu ritmo suave.

Não me lembro de alguma característica negativa, além do final. A ideia inicial da autora era criar um cenário que remetesse ao livros e ao mundo conectado a eles. Porém, apesar de captar tal premissa, tornou-se extremamente vago, como se faltasse algo.

Talvez seu propósito fosse começar um novo ciclo, porém nos apegamos tanto à história de A.J. – que, aliás, dominou o contexto – que o modo como Zevin retratou a mudança de personagens se tornou um tanto abstrato.

No mais, este livro é a maior demonstração de amor e devoção aos livros, e um exemplo de como uma livraria pode virar sua vida do avesso. E há quem diga que livros não são emocionantes...

Daniele Almeida. 


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