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Todos nós temos aqueles livros que nos lembram de uma determinada estação, não é mesmo? Seja pelo título, por se passarem naquela época do ano ou mesmo pelo tema abordado. Atualmente, no inverno, é comum preterir livros melancólicos e profundos que despertem um lado mais reflexivo e menos "água com açúcar". 
Pensando nisso, resolvi trazer algumas indicações literárias para esta estação. Vamos lá? :)

1. Jardim de Inverno, escrito por Kristin Hannah.
Meredith e Nina Whitson são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nessa situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas.
A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whitson deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte essa extraordinária história em forma de um conto natalino.


2. A garota que você deixou para trás, escrito por Jojo Moyes.
Este emocionante romance tão característico de Moyes conta a história de duas mulheres. De um lado, Sophie luta para sobreviver em meio à Primeira Guerra, tendo que cozinhar para os alemães, sustentar uma família e manter a esperança de que seu marido voltará para seus braços. Do outro, temos Liv, uma mulher bem-sucedida porém solitária que acaba envolvida pelo mistério e valor inestimado de um quadro perdido há muito tempo, que virará sua vida de cabeça para baixo.
Tecido com habilidade, este livro alterna entre momentos tristes e felizes, sem perder a característica de grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.


3. O tigre na sombra, escrito por Lya Luft.
Dôda é uma menina diferente. Nasceu com uma perna mais curta, mas, embora deficiente, é a dona de todos os mistérios: trilha caminhos que os outros não alcançam, como o mundo dentro dos espelhos — que, segundo ela, têm vida própria e nos observam. Dôda registra a trama de todos, fala por todos, por todos sente e sofre. Brinca com a criança imaginária de uma mulher sem filhos e é acompanhada, em sua dança por esse mundo onírico, pelos passos de veludo de um dócil tigre de olhos azuis. E dialoga com seu alter ego, ou sua gêmea dentro dos espelhos, Dolores, que em muitos aspectos é como ela gostaria de ser. O mundo do espelho é lugar da liberdade e da poesia. O avesso real é decepção, tragédia, ruptura, caminho inevitável na busca de identidade de Dôda, a menina que se faz mulher. O romance todo é surpreendente, mas o final deste surpreende ainda mais. E ficamos, como sempre, encantados e enredados nessa ficção que a cada livro mais se aperfeiçoa e seduz.
Resenha aqui.

4. Árvore de Lágrimas, escrito por Naseem Rakha.
Irene e Nate Stanley viviam bem com os filhos Bliss e Shep na fazenda da família até Nate anunciar que recebeu uma proposta de trabalho irrecusável em outro estado. Irene reage mal à notícia. Parece pressentir que algo de ruim vai acontecer. Quando a família começa a se ambientar ao novo lar e finalmente digerir a mudança, os temores de Irene se concretizam: Shep, aos 15 anos, é morto a tiros num aparente assalto à casa da família. O assassino, Daniel Robbin, um jovem mecânico com extensa ficha criminal, é capturado e recebe a pena de morte. Muito tempo depois, Irene ainda não conseguiu superar a perda do filho. Seus anos seguintes resumem-se na ansiosa espera pela execução de Daniel. A angústia e o desespero que sente são tamanhos que Irene cogita buscar contato com o assassino, trocar cartas com ele e tentar entender seus motivos. Tentar perdoá-lo e, assim, quem sabe colocar um ponto final em toda a dor. Uma decisão difícil de explicar à família e que, por isso mesmo, ela esconde pelo maior tempo possível. Quando a data da execução se aproxima, as emoções de todos estão à flor da pele. Os Stanley ficam frente a frente com as feridas do passado e Irene vê que não é a única a guardar segredos. Todos ali carregam feridas pessoais e que só podem ser superadas se estiverem dispostos a lidar com a tolerância e o perdão.  
Resenha aqui.

5. Como dizer adeus em robô, escrito por Natalie Standiford
Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender... Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, "Como dizer adeus em robô" ressoa profunda e duradouramente em sua alma.
Resenha aqui.


6. Eu sou o mensageiro, escrito por Markus Zusak.
Ed Kennedy leva uma vida medíocre, sem arroubos. Certo dia, ele impede um assalto a banco e é celebrizado pela mídia. O ato heróico tem conseqüência. Logo depois, Ed recebe enigmáticas cartas de baralho pelo correio: uma seqüência de ases de ouros, paus, espadas, copas, cada qual contendo uma série de endereços ou charadas a serem decifradas. Após certa hesitação, rende-se ao desafio. 
A ele parece caber o papel do eleito, do salvador. Convencido disso, segue instruções e se perde entre ficções de estranhos e sua própria, embaçada, realidade. A certa altura pergunta-se: "Eu sou real?"
Markus Zusak cria um personagem comovente capaz de confrontar o mistério e, por meio da solidariedade, empreender um épico que o levará ao centro de sua própria existência.
Resenha aqui.


E você? Qual livro acrescentaria à lista? ;-)

Daniele Almeida.


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