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Hoje venho aqui contar-lhes, com muita euforia, que finalmente assisti à adaptação do romance mais comentado de John Green: A culpa é das estrelas. E felizmente venho aqui desmentir (a maioria) os boatos que surgiram sobre o filme em si.
Sentem-se e peguem a pipoca, a análise vai começar!

I. Shailene Woodley. 
Confesso-lhes que quando ouvi dizer que ela seria a nossa Hazel não fiquei confiante. Como poderia, mal conhecendo o trabalho dela? Foi após assistir "The Spectacular Now" e "Divergente" que minha confiança em seu desempenho aumentou, levando até esse momento. 
Antes de mais nada, preciso alertá-los de que entrei na sala livre de esperanças e expectativas. Preferi desligar-me daquilo que eu queria fervorosamente ver para que pudesse analisar o filme por si só e não por aquilo que queríamos. 
Baseado nisso, posso dizer que Shailene foi a Hazel perfeita (e graças a Deus ela foi a escolhida! Vocês já viram as demais atrizes cotadas? Duvido que não teriam metade do talento da Shai, apesar da maior 'experiência'). O modo como ela entrou na pele da personagem e deu vida a todos os sentimentos primeiramente escritos por John Green foi fantástico! Se teve uma coisa que me emocionou nesse filme, foi o modo como ela amadureceu nas telas, pois apesar de uma atuação impecável em "Divergente" nada se compara ao modo como deu vida à protagonista. 
Bravo!

II. Ansel Elgort.
Para ser clara, o físico (e com isso quero dizer "aparência") de Ansel nunca será compatível com o Augustus Waters que eu (e o resto do mundo) imaginava. No entanto, tal perjúrio pode (e foi) ser perdoado devido à sua excelente performance. 
A atuação de Ansel foi sinônimo de talento, cativando o público com as falas bem elaboradas e comentários sarcásticos de Gus. E apesar da menção ao seu físico, tal realmente não me incomodou ao longo do filme. Uma vez que Elgort se tornou Waters de forma tão profunda, todo o resto poderia ser deixado de lado. 
Ele foi, sem dúvida, a escolha perfeita. Principalmente pela química sobressalente com Woodley, fator "X" de todo casal de cinema (ninguém merece atores tão sem sais quanto sopa de hospital - e agradeço por TFIOS estar 100% isento disso).

III. Trilha sonora.
Contando com artistas como Ed Sheeran, Birdy, Grouplove, Kodaline e Charli XCX (participação especial de OneRepublic, cuja música está no trailer da adaptação) a trilha sonora é extremamente viciante e combinou de A a Z com o filme.
Contando com uma batida mais agitada de Charli XCX e músicas melancólicas que nos remetem a momentos críticos de Birdy, as músicas fazem parte de uma seleção extremamente bem escolhida, apesar de não ter conseguido identificar 3 ou 4 ao longo do filme.
Abaixo você confere uma amostra (se ainda não assistiu) e um lembrete (caso já tenha visto):


IV. Adaptação.
Incrível, fantástica, espetacular.
O roteiro desse longa só pode ter sido escrito pelas estrelas! Nos dias atuais (e sempre) é raro encontrar uma adaptação que seja fiel à sua base. Mas essa foi. 
Sem mudanças drásticas, sem decepções, sem desapontamentos. Pelo contrário, as pequenas alterações serviram para cativar ainda mais o público e adicionar um tom extra de humor ao enredo.
Todos os pontos que nos levaram a amar o livro estavam presentes no filme, sendo inclusive reforçados no decorrer. Entre elas, a naturalidade do surgimento do relacionamento (posteriormente amor) de Hazel e Gus. 
É bom não ver um filme em que um casal se vê sempre e troca mensagens raramente. Vivemos na época da tecnologia, de forma que dou graças pelas mensagens frequentes e e-mails trocados entre os protagonistas.
Os efeitos foram bem produzidos, sem tirar nem por. O elenco, que conta com muitos jovens iniciando carreira, é repleto de pessoas talentosas e cujas mentes brilhantes combinaram na medida certa com os papéis desempenhados.
E isso, claro, é tudo culpa do Josh Boone por tê-lo dirigido.

Nota: 5/5

P.S.: Obrigada à Daniela Mielke e à Amanda Mina que betaram esse post ;)


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