Pesquisar

Livro: Como Dizer Adeus Em Robô
Autora: Natalie Standiford
Páginas: 344
Editora: Galera Record
Classificação: 5/5 ()

Bea - como prefere ser chamada - está cansada de se mudar tanto por conta do trabalho do pai e, com isso, acabar não criando laços em lugar algum. Como se isso não bastasse, sua mãe está cada dia mais depressiva, seu pai mais distante, e ela se tornou uma pessoa "sem coração" - como um robô.
Jonah é o garoto fantasma da escola. Desde que perdeu a mãe e o irmão gêmeo num acidente de carro, não faz esforços para se misturar com as pessoas e não socializa. Está sempre sozinho, sempre distante, e ninguém parece fazer questão de atraí-lo. Exceto Bea, a novata.
-- Jonah Tate - respondeu ela. - Ele não é realmente um fantasma... acho. Só parece com o Gasparzinho, sem o sorriso meloso. Você sabe, pálido e sem forma e... branco. Vai ver quando ele chegar aqui.
Por meio de bilhetes à moda antiga, telefonemas e o Night Light - um talk show local em uma estação de rádio - ambos acabam se aproximando e desenvolvendo uma relação extremamente especial, porém frágil. Tudo parece ser capaz de quebrá-la, principalmente invisibilidade do Garoto Fantasma e as emoções conflitantes da Garota Robô.
Juntos, eles devolverão os cacos quebrados de suas almas aos seus devidos lugares e conquistarão novas fantasias.
Eu tinha que fazer alguma coisa. Em uma comédia romântica, teria sido capaz de acabar com todos os problemas dele com um único beijo. Mas iso não ia acontecer, nem o beijo, nem os problemas desaparecendo com ele.
Particularmente, sempre me senti fascinada por esse livro. Seja pela edição gráfica, pela sinopse ou pelas opiniões alheias. Agora, posso dizer que o conteúdo não me decepcionou em nada - pelo contrário: surpreendeu-me.
Como Dizer Adeus Em Robô é um livro emocionante, sincero, triste e sensível. A relação entre Bea e Jonah é apenas o fiapo da história, que na verdade se baseia no mundo ao redor deles. Cada diferença, obstáculo, acaso, caso e consequência torna esta leitura inesquecível. Através dos personagens vi um universo que acostumados a esconder: nossas inseguranças.
A escrita de Natalie é simples e objetiva, e no entanto o enredo não tem foco algum. É sobre eles - tudo sobre eles - e não um ponto em particular qualquer.
O mundo todo está me esmagando, como um peso no meu peito, me empurrando lentamente cada vez mais para baixo. E não há nada entre mim e esse peso além da minha pele fina. Não é o bastante. Ela não vai me proteger. 
Repleto de mensagens lindas inseridas em pesadelos e na busca por quem devemos ser, Como Dizer Adeus Em Robô é um livro que me tocou de todas as formas possíveis. É, sem dúvidas, o tipo de livro que eu levaria para uma ilha e leria eternamente.
(...) Quero que ela saiba que estou bem. Que sempre penso nela. Sinto muito se a magoei. Eu a amo. Porém nunca mais vou voltar.

Daniele Almeida.


Deixe um comentário