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Livro: Aura Negra
Autora: Richelle Mead
Páginas: 304
Editora: Nova Fronteira
Classificação: 5/5 (♥)
Rose Hathaway é uma dhampir criada para proteger os Moroi, vampiros do bem que podem manipular um dos quatro elementos. Ou quase isso, já que sua melhor amiga, Lissa Dragomir, é usuária de espírito -- o quinto e até então desconhecido elemento.
Porém, diferentemente dos demais elementos, o espírito traz consequências como a escuridão. Uma névoa negra que paira sobre o humor dela e, devido ao laço psíquico criado quando Lissa trouxe Rose de volta do mundo dos mortos, nossa dhampir pode absorver essa escuridão. O que não é nada, nada bom.
As coisas morrem. Mas nem sempre elas permanecem mortas. Acredite em mim, eu sei do que estou falando.
Nesse segundo volume da série Academia de Vampiros, após um ataque à casa de uma família real em que até mesmo um dos mais lendários guardiões foi morto, os estudantes da Saint Vladmir são mandados a Spokane, numa viagem de férias que deveria desviar o foco de que humanos e Strigoi -- vampiros realmente maus, que matam sem nenhum escrúpulo -- estão trabalhando juntos para acabar com as demais raças. 
Porém, o que deveria ser uma viagem de férias acaba se tornando um pesadelo quando os amigos de Rose se metem em encrenca, ela se vê cada vez mais desafiada pelos seus sentimentos por seu mentor, Dimitri Belikov, e sua mãe, que a deixara na Academia quando pequena, ressurge. 
É impossível se forçar a amar alguém, eu me dei conta disso. O amor existe ou não existe. Se não existe, você precisa ser capaz de admitir isso. Se existe, você precisa fazer tudo o que puder para proteger quem você ama.
Aura Negra é um livro desafiador. Nele, nos aprofundamos no universo de Rose, que acaba cada vez mais complicada pelo que deve ou não fazer. Ou sentir. 
Vemos um final trágico ao que deveria ser uma tentativa de esquecer Dimitri, e também como vários fatores contribuem para que ela se sinta cada vez mais sufocada.
Dois personagens novos -- e essenciais -- são apresentados ao enredo, e a narrativa torna impossível não admirar Natasha Ozera, ou cair de amores por Adrian Ivashkov, o sobrinho neto da Rainha. 
O enredo é emocionante, provando a todo momento que nossa protagonista morreria por sua melhor amiga, já que "eles vêm primeiro", e também por todos aqueles que ama. Richelle Mead não poupou esforços em construir algo bem elaborado, e é praticamente impossível desgrudar-se do livro.
Preparei-me para a reação dele. Eu sabia que viria por aí mais um daquelas lições de vida zen. Algum discurso sobre a força de vontade interior e a perseverança, sobre como as escolhas que fazemos hoje são padrões que estamos estabelecendo para escolhas futuras ou alguma outra coisa sem sentido.
Em vez disso ele me beijou.

Daniele Almeida.


2 Comentários

  1. Eu li esse livro rapidinho, mas faz tanto tempo! Sua resenha me fez lembrar de coisas e me deu uma vontade enorme de ter o terceiro livro da saga, que por sinal tá muito barato no Submarino, mas o frete pra Alagoas é absurdo. ahahah Eu me peguei suspirando pelo Adrian, muito ahh <3

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    Respostas
    1. Oi Maíra, tudo bom? :-)
      Ah, leia sim! Vampire Academy é tudo de bom, e além de personagens cativantes que te fazem viajar, possui uma sucessão de fatos que te fazem ficar de queixo caído. Vale super, super, super a pena! Principalmente o 3º livro!
      (sem comentários sobre o frete: sofro o mesmo aqui no Espírito Santo! hehe)

      Beijinhossss! ♥

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