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Enquanto estudava para o vestibular da Ufes (Universidade federal do Espírito Santo) encontrei uma proposta de redação bastante interessante. O tema da redação era "Como transformar o Brasil em uma nação de leitores?". Danie e eu resolvemos fazer uma pesquisa com algumas pessoas para saber que ideias elas tinham sobre esse tema, e vou citar as que considero mais importantes.

Incentivar a leitura logo na infância: Podemos dizer que é o mais importante de todos, quanto mais cedo começarmos a ler, mais tempo teremos para descobrir qual livro mais nos agrada.

Diversificar o gêneros: Romances, mistérios, distopias... não existe apenas um gênero. Variar a leitura ajuda a nos mantermos interessados .

Tornar as obras mais acessíveis ao público: 
Como também o preço. Os livros no Brasil mantem um preço que não permite que todos tenham acesso à leitura.

Acabar com a leitura obrigatória: A escola  deve mesmo fazer com que seus alunos leiam, mas fazer com que todos leiam determinado livro não é sempre o ideal. As vezes, é melhor dar mais de uma opção a ele sobre o que ler e deixar que o escolha.

Montar um grupo de leitores: Quando você se junta a outra pessoa para ler um livro, ou ler um livro que esta já havia lido, a dupla, ou grupo, incentiva um ao outro a ler. É claro que não pressionando a pessoa, pois pode deixa-la incomodada com o ato.
Existem escolas que premiam o aluno que mais pega livros na biblioteca, e alguns se voluntariam parra ensinar crianças no primário sobre a importância da leitura.

Carla Munzlinger, uma boa amiga da Danie, comentou sobre os bistrôs de leitura:
Gosto muito dos bistrôs de leitura, onde você pode trocar livros (os seus pelos dos outros frequentadores e depois pode até pegar de volta) e para cada livro ganha um desconto no consumo das guloseimas do bistrô. Em São Paulo já temos 5 unidades e em Curitiba 2 e em Salvador 1. 

No estado em que vivo existe um programa chamado Leia Espírito Santo. Esse projeto incentiva a leitura tentando trazer um melhor acesso dos livros às pessoas. Isso inclui uma biblioteca móvel.
Das medidas tomadas, a que vejo tomar um maior efeito é a biblioteca transcol. Transcol é o sistema de transporte metropolitano do ES. Em 10 terminais, pode-se encontrar estantes com livros, onde empréstimos gratuitos são realizados com 98% de retorno.
A Ju, do blog Nuvem Literária e a Ni, do blog Ninhada Literária também ajudaram na nossa pesquisa com seus depoimentos.

Juliana Lima: 
"Acho difícil resolver o problema da leitura no Brasil todo, mas acho que começaria com duas coisas: Uma delas seria os preços dos livros, e a outra seria a divulgação. Muita gente não lê por achar chato, já que a única referência deles é Machado de Assis e afins, não conhecendo autores e livros que combinam com eles – fora que a divulgação hoje em dia é muito virtual, então nem todos têm acesso."

Monique Portella:
"Gosto de pensar que com o blog eu já consigo fazer isso - incentivar a leitura. É incrível receber comentários e E-mails com relatos de pessoas que voltaram ou começaram a se interessar pela leitura por conta do blog. Mas o fato é que não existe fórmula mágica que vá incentivar a leitura no Brasil de um modo homogêneo e completamente eficaz - contudo, pequenas ações já estão sendo feitas e gosto de participar delas, à exemplo da campanha "esqueça um livro". Caso a pergunta tenha esse caráter realista - o que eu faria, sendo uma pessoa comum, para incentivar a leitura no Brasil, essa é a minha resposta realista: participar de eventos literários, divulgá-los, emprestar livros para toda e qualquer pessoa e fazer propaganda dos mesmos, seja pelo blog ou pessoalmente."

São muitas as ideias para que o Brasil se torne uma nação de leitores. Mas ainda estamos longe de conseguir que esse sonho se realize. Faça parte do projeto 'incentivo a leitura', incentivando a um amigo ou colega ou uma pessoa que você viu passar na rua a ler um livro. :)
Agradecemos a todo os amigos que nos ajudaram na pesquisa e tiraram um tempo para responder a essa pergunta. Muito obrigada <3


~Talita Becalli


2 Comentários

  1. Ótimo artigo, vi na fan page da Ju, do nuvem literária e vim conferir. Acho muito complicado, principalmente pelo preço dos livros. Alguns são realmente muito caros, impossibilitando o grande acesso. Alguns não leem mais mesmo por pura preguiça ou falta de tempo. Mas concordo que realmente há pouca divulgação...Sobre o preço, pelo menos para mim, quando está muito "caro" eu recorro aos sebos, sempre tem ótimos livros com ótimos preços....
    As escolas também deveriam ajudar no incentivo...claro, ler os clássicos é bom (gosto mais hoje do que no tempo de escola ahahahah), mas eles cansam e são "chatos" para a maioria das crianças e adolescentes. Vamos combinar que ler por obrigação não faz a criança se divertir....Mas as escolas ainda estão meio "paradas no tempo", minha irmã é professora e sofre para achar livros que agradem a maioria das pessoas (digo mães) para as provas dos livros, já teve mãe indo reclamar com ela que o livro era "pesado" para a idade deles...Livro infanto juvenil, pesado para adolescentes? Também tem as mães religiosas, muito evangélico tem verdadeiro horror a essas histórias de vampiros e lobisomens por exemplo, mas são "só" histórias....
    Enfim, temos que fazer a nossa parte, divulgando, emprestando, oferecendo livros, acho que já ajuda um pouco.
    bjs

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    Respostas
    1. Sim. Ser um leitor, ainda mais do tipo compulsivo, não anda sendo nada fácil. É até fácil encontrar livros com um preço mais em conta, mas achar um do nosso agrado pessoal e ainda ter que conviver com os fretes dos sites não é muito legal.
      Acredito ter tido sorte com meus livros de escola, a maioria me agradou muito, mas o fato de serem uma leitura única e obrigatória é chato, certo? Concordo com o que disse. Desanima muito.
      Quando fiquei mais consciente do número de leitores fiquei feliz. Embora ainda sejamos poucos, era mais do que achei que teria. Mesmo poucos, valemos por muitos ;)
      Beijos

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