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Título: Glimmerglass - O encontro de 2 Mundos.
Autor: Jenna Black
Páginas: 296
Editora: Universo dos Livros
Classificação: 3/5

 Dana Hathaway está cansada do alcoolismo da mãe. Pior ainda, está cansada de ter que esconder quem realmente é, e de nunca fazer amigos por ter que se mudar constantemente, afim de que o pai não a encontre. Um pai que ela nunca conheceu, e que a mãe insiste ser melhor assim.
O que acontece é que o pai é um dos mais importantes seres de Avalon, o lugar em que dois mundos se encontram, onde féericos -- criaturas cheias de magia, podendo ser humanas ou não -- e humanos interagem uns com os outros. Fora que o governo é dividido em duas Cortes, seelie e unseelie. A tradicional rosa branca, e rosa vermelha.
E, como é raro para féericos terem filhos, Dana seria uma pessoa constantemente assediada, ainda mais por ser filha do concorrente a futuro Cônsul, ou seja, membro mais poderoso do Conselho.
Só tenho certeza mesmo de que ela nasceu em Avalon e morou lá boa parte da vida dela, e que meu pai é algum tipo de mandachuva do mundo das fadas. Só que ela não sabia disso até eles começarem a sair.
Só que, cansada de ter de ser a adulta da casa, ela resolve fugir e encontrar com seu pai. Só que as coisas começam a sair fora do controle, e acaba sendo trancafiada por sua tia Grace, raptada por féericos, e atacada por monstros em menos de vinte e quatro horas. E em meio a tudo isso, seu pai estava na cadeia, por algo que sua própria tia criou para se beneficiar.
Acontece que Dana é uma fariewalker, um ser repleto de poder que pode carregar magia para o mundo mortal e tecnologia para o féerico, e com isso se torna um objeto de sumo poder e grande ameaça para a oposição nessa campanha política.
De repente, o alcoolismo da mãe não parecia algo tão aborrecedor.
Mas, para ela, o pior é quando seus amigos acabam se revelando parte desse esquema político também, e então passa a ver as investidas amorosas de Ethan -- um dos principais pontos positivos do livro, aliás -- como interesse. A única coisa que permanece no lugar é sua amizade com Kimber, mesmo que instável.
A partir daí, Dana acaba se afastando de todos, e, após um ataque de Cavaleiros, o decorrer da história se resume em meios de protegê-la, um treinador muito gato para autodefesa, e uma reviravolta inesperada, porém que não conseguiu me deixar realmente empolgada.
-- Se prometer nunca mais mentir para mim, talvez possamos recomeçar.
Ela me lançou um olhar arregalado cheio de esperanças.
-- Mesmo?
-- Podemos tentar.
Quero começar dizendo que a capa de Glimmerglass é muito chamativa, bem como a sinopse, porém o conteúdo... Nem tanto.
Comecei o livro repleta de expectativas, até mesmo porque a autora prometia muito, porém acabou se tornando algo monótono e até mesmo chato em determinados pontos. O livro é bem escrito, e acabamos acompanhando o amadurecimento de Dana em meio a essa reviravolta constante em sua vida, porém algumas de suas atitudes ainda assim deixaram a desejar.
Nos primeiros capítulos, eu realmente não gostei da protagonista por achá-la repetitiva, tola, e fútil. Não importa o quanto dissesse que havia passado com a mãe, não se comportava como tal, mesmo quando era sequestrada ou atacada. Agia como uma adolescente boba. Boba, tola, e monótona.
Outro ponto prometido e não devidamente abordado foi a luta. Sinceramente, eu esperava que fosse algo mais impactante, porém a descrição era vaga. E, definitivamente, não me fazia querer vibrar a cada golpe.
A magia não foi bem explorada, e quando Dana cobrou explicações, foi algo ainda mais vago. Acabamos com muitas pontas soltas, que eu realmente espero que o segundo volume da trilogia amarre.
O camafeu se aqueceu de um modo doentiamente familiar. Por um motivo desconhecido, senti a eletricidade da magia, ou o que quer que fosse, emanando de Grace, não de Ethan, nem de Alistair. Talvez isso fosse por ela estar mais próxima de mim. Vi seus lábios se curvarem num sorriso e soube que não era nada bom.
-- Ela vai lançar um feitiço! -- gritei, certa de que qualquer que fosse o encantamento, ele não seria nada agradável.
De todo modo, Glimmerglass não foi totalmente perda de tempo, até mesmo porque é uma leitura envolvente em determinado ponto. Quando finalmente Dana começou a se comportar como alguém em meio a uma crise, provou-se brava e adorável. Foi quando a vi honrar o sobrenome 'Hathaway' (algum leitor de Vampire Academy aí?)
Agora, outros pontos super positivos foram: o triângulo amoroso bem elaborado, porém que só aparece, de fato, no final; e a explicação sobre o que implica ser uma fariewalker, incluindo fatos do passado, como a Guerra das Rosas, e o motivo para que as Cortes sejam divididas. A trama foi tão estratégica, e ao mesmo tempo coerente, que me deixou boquiaberta.
Então, resumindo, Glimmerglass é uma leitura que merece ser persistida. Não que o livro se torne revolucionador nem nada do tipo, mas sim porque no final começa a fazer algum sentido e cativando ao leitor. Ou seja: Se você gosta de fadas, magia, e seres mitológicos, Glimmerglass seria um excelente pedido nessa volta às aulas! ;) 

Daniele Almeida.


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