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 Livro: A Seleção
Autor: Kiera Cass
Páginas: 361
Editora: Seguinte
Classificação:

Confesso que comecei a ler A Seleção sem muitas expectativas, mesmo que a todo momento surgissem milhares e milhares de resenhas falando sobre quão impressionante o livro era. Só esqueceram de mencionar o quanto a ideia é original.
O livro pode tratar sobre princesas, competições, e um mundo utópico que poderia surgir após mais uma Grande Guerra, porém Kiera soube como construí-lo e torná-lo autêntico. Ao longo da história, conhecemos mais sobre como os Estados Unidos se transformou em províncias, sendo governado por Reis e Rainhas, e acompanhamos a divisão das classes.
E, claro, a trajetória de América, que é uma 5 – dois níveis acima da “decadência”, que são os 8 – ou seja, uma artista. Mas como sua casta é determinada? Devido ao seu “fundador pratono”, ou seja: Um membro da sua família que esteve presente quando a formação deste novo Estado determinava qual seria o nível de seus descendentes.
Anualmente, há uma competição: Quem se casará com o príncipe? Daí vem o título do livro, porque há uma seleção de garotas “sorteadas” para passar algum tempo no castelo, de forma que o príncipe possa escolher qual será sua Rainha. E América, mesmo apaixonada por Aspen, recebe uma carta convidando-a, e após muita pressão familiar e até mesmo do namorado proibido, ela aceita participar.
O que ela não esperava era que, além de ser sorteada, também se tornaria uma amiga do príncipe, conhecendo-o antes de todas as garotas e, futuramente, se apaixonando por ele. Mesmo com o fantasma de Aspen, que terminara abruptamente com ela, rodeando-a. 

"Uma pergunta difícil de responder. Por acaso eu desejaria uma vida que nunca quis? Estaria disposta a vê-lo em encontros alegres com as outras só para se certificar de que não estava errado? A assumir a responsabilidade de princesa? Eu queria amá-lo?
-- Sim, Maxon -- sussurrei. -- É possível."

Por mais que alguns personagens sejam previsíveis – como Celeste, a megera – a escrita é fluída, simples, e o enredo é cativante e surpreendente. America não é uma mocinha tradicional: ela tem personalidade forte e é determinada, e Maxon, nosso príncipe, não é aproveitador como aparenta, embora mantenha o galante na descrição.
Aspen foi o único personagem que me decepcionou. Após suas palavras, um simples recrutamento ao castelo e alguns beijos não conseguiriam conquistar meu perdão. Tudo bem, America não corre de imediato para seus braços, mas custava relutar e lembrar-se do que ele tinha feito?  
Mas, personagens orgulhosos a parte, Kiera sem dúvidas fez um bom trabalho, transformando um enredo que prometia ser simples em algo grandioso e envolvente.

Daniele Almeida.


2 Comentários

  1. Adoreeeei, Danie!
    Ainda não li essa trilogia, mas com o lançamento de The One (com a capa mais linda do mundo!) eu fiquei até curiosa mesmo! Muitas pessoas dizem que decepciona, mas eu custo a acreditar porque uma história sobre princesas é algo bem diferente do que eu costumo ler, então com certeza deve me surpreender. <3
    Uma história de princesas "contemporâneas" parece ser bem legal, e apesar do clichê do enredo, se for escrito de uma forma mais incomum e peculiar, acho que pode me pegar de jeito! hehe

    Quem sabe eu não começo a ler essa trilogia também? Após, é claro, terminar com a minha pilha GIGANTE de livros em espera, HAHAHA. :D

    Beijo grande! <3

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    1. As capas, de fato, são divinas, Ju! Tanto que comprei A Seleção justamente pela capa maravilhosa e tudo mais, e só depois procurei resenhas sobre. (não que a ideia de uma história sobre princesas não tenha me cativado! ;]) E sobre a questão da decepção: As pessoas falam isso pelo modo como o triângulo amoroso se desenvolve (tanto que até comentei na resenha o fato de America correr atrás de quem não devia) -- mas fora isso? todos os pontos são altos!

      HAUHAUAHUAH oh, acredite. De pilha gigante de livros em espera eu entendo! D=

      Bjsbjsbjs, Ju! ;) <3

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