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 Livro: Insurgente
Autor: Veronica Roth
Páginas: 512
Editora: Rocco
Classificação:

Pense em um livro capaz de te deixar de ressaca literária, e que a cada capítulo esconde uma surpresa que te faz esquecer até mesmo do básico. Apresento-lhes Insurgente.
Após o final bombástico de Divergente, comecei a ler sua continuação vorazmente. O livro por si já começa revelador: Os sobreviventes, que não se aliaram à Erudição, chegando à sede da Amizade, onde tem que conseguir algum tratado para que não sejam denunciados ao inimigo, já que ambas as divisões são aliadas.
Porém, após atirar em seu grande amigo que estava sob o efeito da simulação da Erudição, Tris não consegue mais segurar uma arma. Lembro que, no início do livro, consegui compreendê-la, mas ao ver que com o passar do tempo ela não superava essa culpa um sentimento de frustração se abateu sobre mim. Afinal, todos nós devemos perdoar a nós mesmos. E, baseando-me na Tris do primeiro livro, ela já deveria tê-lo feito há tempo.
Mesmo assim, isso não fez com que o livro perdesse a qualidade. Pelo contrário. Conferiu à protagonista uma fraqueza, já que até agora ela parecia do tipo inabalável, e isso a tornou mais real.
Insurgente basicamente se resumiu em apontar as fraquezas dos personagens, usá-las contra eles, e prosseguir com a guerra. Ataques contínuos, ex-amigos aliando-se ao inimigo, e a tentativa de erradicar os divergentes por serem perigosos ao programa de dominação.
A relação de Tris e Tobias já teve dias melhores, e com a aproximação dos combates, mentiras acabam acumulando-se entre os dois – principalmente se isso referir-se às alianças que ambos fazem durante o livro, e que contrariam o julgamento do outro. 

"-- Você estava certa -- diz Tobias, baixinho, equilibrando-se sobre as pontas dos pés. Ele abre um pequeno sorriso. -- Sei quem você é. Só precisava que me lembrassem disso."

Personagens perdidos no passado acabam ressurgindo, e sempre carregando alguma revelação que faz com que o casal se afaste ou se aproxime ainda mais. Marcus, pai de Tobias, tem uma participação ativa, bem como Caleb, que acaba tornando-se uma grande decepção ao final.
E por falar em final: Que final foi esse? Uma revelação surpreendente é feita após mais um golpe dado em nossos personagens principais, e acaba gerando pânico dentre todos os personagens. Afinal, quem esperaria algo assim? A imaginação de Veronica parece não ter limites, e é por isso que aguardo ansiosamente por Allegiant, que promete ser o melhor livro da trilogia.
Se você ainda não leu Divergente, não sabe o que está perdendo. Esse é um daqueles livros que fazem com que o leitor releia as partes favoritas diversas vezes até processar como tantas reviravoltas podem acontecer em tão poucas páginas.

Daniele Almeida.


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