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Um fato sobre essa resenha: é absurdamente impossível de captar os elementos que fazem com que você se apaixone por este filme, de forma que não tentarei explicar o que fez com que eu me apaixonasse pela adaptação ou a recomendasse furiosamente a vocês. Apenas assistam, e tentem transformar o turbilhão de emoções que surge após a frase final em palavras. Eis aqui, meus amigos, um desafio impossível.
Li o livro há um ano e meio, e desde então torcia por uma adaptação tão grandiosa quanto foram os pensamentos do autor, esperando que fizessem jus à complexidade da história e do tema abordado. E agora venho aqui para orgulhosamente dizer que o filme é tão emocionante quanto.
Há poucas adaptações na vida em que você pode dizer que a fidelidade e o comprometimento com o enredo original foram seguidos a risca. Essa, meus caros, é uma delas.
O filme retrata a história de Liesel, que, em meio à Segunda Guerra Mundial é obrigada a morar com uma família hospedeira para a própria segurança. Estamos no meio da Alemanha Nazista, em que o único pensamento é a purificação da raça e a superioridade perante mestiços.
No decorrer do filme, vemos a menina crescer, adaptar-se ao cenário, e lutar pelos seus ideais. Motivada pela leitura, que desenvolveu no porão da casa da host family, e pela escrita, acaba por roubar livros que eram considerados proibidos na época por não incentivarem a revolução de Hitler -- independente do quão singelo ou infantil fosse o enredo.
Capaz de trazer lágrimas aos olhos durante o desenrolar, A Menina Que Roubava Livros mostra uma característica que faz com que Liesel seja diferente de todos os outros: ela é uma verdadeira sobrevivente. Enfrentando a morte e o pensamento fixo do Holocausto e da Guerra, demonstra ter mais humanidade do qualquer outro -- e sempre se refugia em suas histórias.
Durante o curta, vemos as consequências da guerra surgirem, e com isso acabamos perdendo personagens queridos -- e os recuperando também. Sentimentos marcantes são destacados a todo momento, como a dor, o alívio, a esperança e a desolação. Vemos a luta, a derrota, o impasse e a vitória. Vemos uma menina lutando por desconhecidos que se tornaram sua família, e vemos a beleza que há nos gestos mais simples (como uma simples corrida no caminho de casa).
Então, se estiverem realmente dispostos a enfrentar uma tempestade furiosa, sendo que os sentimentos são os raios e trovões, e as lágrimas a chuva incessante e contínua, tire duas horas do seu dia para assistir a essa adaptação. O filme vale muito a pena - e Liesel também.

Daniele Almeida.


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