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 Título: Cidade de Vidro.
Autor: Cassandra Clare
Páginas: 476
Editora: Galera Record
Classificação: 5/5

Às vezes, a capacidade de alguns autores de tornarem um simples conto de ficção real me assusta. Cassandra Clare, sem sombra de dúvidas, está nessa categoria.
Quem me acompanha nas redes sociais viu meu trajeto durante a leitura de Instrumentos Mortais -- e chegou ao ponto em que tive que correr à livraria mais próxima afim de comprar o terceiro volume da saga --, e hoje estou aqui para resenhar o terceiro (e melhor) livro: Cidade de Vidro.

Após descobrir que havia um modo de fazer com que a mãe de Clary, Jocelyn, recobrasse a consciência, a protagonista da história propõe que vá numa viagem à Idris, o país dos Caçadores de Sombra, afim de contatar um feiticeiro poderoso; só que Jace é totalmente contra essa ideia, já que Valentim, o suposto pai de ambos, está concluindo seu ritual e pretende destruir Alicante, a cidade capital. Claro que, como já foi visto nos dois livros antecedentes, a ruiva é daquelas que faz o que quer e tem uma determinação invejável, fora que seus poderes aumentam cada vez mais, possibilitando-a até mesmo de fazer portais.
A mudança de cenário é muito bem vinda (de tanto mencionarem Idris, quem não queria, finalmente, conhecer o lugar de tantas disputas?), e a autora explora bem esse cenário, mesmo que não haja descrições detalhadas ou coisa do tipo. Outro ponto muito bem explorado foram os personagens, e acabei notando um amadurecimento muito grande quanto à Isabelle, Alec e Simon.
Durante o decorrer da história, vemos Jace tentando superar o que sente por Clary (e com isso podemos contar com amassos quentes com outra Caçadora de Sombras), e um misterioso e distante primo da família que acaba se interessando pela nossa protagonista. Porém, o drama da relação vai muito além disso, já que Jace parece estar cada vez mais convicto de ser parte demônio, parte humano, e acaba passando a ter uma série de atos impulsivos que fazem com que muitos o comparem a Valentim.
 -- Na primeira vez que você me disse que era filho de Valentim, não acreditei -- disse ela. -- Não apenas porque não queria que fosse verdade, mas porque você não era nada como ele. Mas você é. Você é.
A batalha acaba se aproximando, e com isso todos os personagens se unem em um único objetivo: Convencer a Clave a não se render, e parar Valentim. Revelações bombásticas são feitas a todo momento, principalmente com o reaparecimento de um personagem que não estava "na ativa" desde o comecinho do primeiro livro.
Cada vez mais, vemos que todo o desenrolar da história foi mais uma manipulação de Valentim, que usava o sentimento dos demais para controlá-los.  
Cada memória era valiosa, mesmo as ruins.
E o final... ah, esse sim foi surpreendente! Principalmente porque acabamos vendo Clary tendo que enfrentar a família, e, principalmente, Valentim.
Uma coisa que me surpreendeu, foi o modo como Cassandra conseguia dar um nó em todas as pontas soltas que, acreditem em mim, eram muitas. O modo como ela fazia com que o passado trouxesse detalhes que acabavam se tornando a chave do mistério é surpreendente, e faz com que você não desgrude do livro. Apesar de Cidade dos Ossos ter me surpreendido bastante, nada se compara a Cidade de Vidro que, de longe, foi a melhor leitura de 2013.

Daniele Almeida.


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