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Livro: Tudo o que ela sempre quis.
Autor: Barbara Freethy
Páginas: 320
Editora: Novo Conceito
Classificação☆ ☆


Mentalize um livro que você não daria nada por ele, mas de repente começa a gostar e a viciar-se na história, mesmo que ela seja igual a outras centenas que você já leu ou ouviu -- eis o que "Tudo O Que Ela Sempre Quis" foi para mim.
Quando adolescentes, Natalie, Laura e Madison viram o quarto membro do Quarteto Fantástico, Emily, cair da sacada da cobertura. Na época, a morte da irmã mais nova de Cole -- que namorava Natalie -- foi dada como um acidente, um escorregão seguido pela queda. Anos depois, um escritor anônimo lança um livro com este mesmo enredo fatídico, levando a crer que não foi um acidente, mas sim um homicídio. E tudo apontava que Natalie fosse sua assassina, fazendo com que a ruiva voltasse ao passado que havia lutado para esconder, e tentasse encontrar o verdadeiro culpado. 
"Em alguns minutos elas entrarão para a fraterninade", continuou Malone. "Antes de raiar o dia, uma delas morrerá."
No início, fiquei tentada a desistir da leitura. Parecia uma daquelas histórias que você já assistiu diversas vezes em filmes, porém que fora adaptada e simplificada. E, realmente, é. Porém a escrita de Barbara fez com que eu quisesse terminar o livro, e ver um final que nunca seria imaginado em um contexto comum. Afinal, acabamos nos focamos no círculo inicial de suspeitos, esquecendo-nos que anjos não são reais. Não há como Emily ser uma garota tão doce, boa, e angelical sem ter nenhum segredo. Aliás, aos poucos, percebemos que isso era o que reinava em sua vida. 
Preciso confessar a vocês: Em determinado momento, pensei que estava dentro de Pretty Little Liars. A diferença, é que Tudo O Que Ela Sempre Quis é volume único, sem continuações previstas. Amém. 
"Ela deu uma última olhada em sua casa de infância e soube que nunca mais voltaria. Tinha enterrado um fantasma. Era hora de se livrar dos outros."
Um dos pontos que também contaram para que eu realmente tentasse no início do livro foi a diagramação. A Novo Conceito é uma das editoras que mais aprecio pelo cuidado e organização. Se fosse um livro desorganizado, e com um início tão óbvio e não tão estimulante, eu provavelmente teria deixado de lado. No entanto, persisti, e não trocaria as horas que passei contemplando a escrita de Barbara por nada deste mundo.


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