Pesquisar

Livro: Simplesmente Ana
Autor: Marina Carvalho
Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
Classificação: 

Quem nunca sonhou em viver um conto de fadas? Para Ana, esse sonho se tornou realidade.
Ana Carina, nossa protagonista mineirinha, que vivia em Belo Horizonte, nunca soube quem era seu pai -- ou melhor, o quê. Para todos os efeitos, ele havia deixado sua mãe no momento em que soube que estava grávida, fazendo com que a certidão de nascimento de Ana sempre fosse incompleta (assim como ela, por mais que sua personalidade contagiante disfarçasse isso).
Até que, num dia comum, ela recebe uma mensagem no facebook do Rei da Krósvia que insinuava que ele era o seu pai. E a insinuação se tornou verdade, Ana descobriu a verdadeira história, e então concordou em deixar para trás seu curso, seus avós, sua mãe, sua melhor amiga Estela, e seu quase-namorado Artur por seis meses.
Tudo correria muito bem, se o filho de sua madrasta, Alexander, não fosse um pedaço de mal caminho que demonstrava sentimentos conflitantes em relação a ela. Numa hora, desconfiava que Ana realmente fosse filha de Andrej; na outra, a tratava como uma igual.
Nosso é meu e seu, é compartilhamento. Se os momentos eram nossos, é porque deveriam ser especiais.
Durante o desenvolvimento da história, acompanhamos esse relacionamento conflitante e complexo entre Ana e Alex, bem como sua adaptação à Krósvia, e seus principiantes deveres e lições de princesa.
Uma coisa que me cativou durante a leitura foi o modo como Marina captou a essência de personagens de 20 anos. Ela soube transcrever pensamentos juvenis, porém com determinada maturidade. Também representou com naturalidade diálogos informais em redes sociais (fato que poderia descontar bons pontos para alguns leitores, porém que me deixou deslumbrada. Quantos autores se atreveriam a fazer isto, e ainda assim manter o ritmo fluente da leitura?)
Além de uma escrita envolvente, o enredo não ficou para trás. Simplesmente Ana se aproxima de um conto de fadas adaptado e contemporâneo, sem mensagens subliminares ou aquela típica facilidade dos contos de fadas originais. Afinal, um olhar e um beijo não são suficientes para consertar relacionamentos, e um ponto super positivo foi que Marina deixou isso bem claro durante a reconciliação pós confiança perdida!
Outra coisa que me impressionou foi que a protagonista não simplesmente largou tudo de lado e foi feliz para sempre no palácio de seu pai. Muitas coisas a ligavam ao Brasil, e, ao contrário do pensamento popular, ela não desistiu de um dos lados -- ou, como citado, uma das Anas --, mas sim os conciliou, dividindo sua vida entre a velha e a nova; a Ana do Brasil, e a Ana da Krósvia.

E após um final lindo desses, só posso torcer para que Marina dê vida, novamente, à Ana, no futuro.


Deixe um comentário